Fotografia de uma profissional conferindo informações em computador para declarar imposto de renda para médicos.

Imposto de renda para médicos: entenda como funciona e como declarar

A declaração do imposto de renda para médicos é bem semelhante a de qualquer outro contribuinte, eles devem incluir todas as fontes de renda e deduzir suas despesas relacionadas à profissão. Porém, precisam fornecer alguns dados extras, como os CPFs dos pacientes atendidos. Saiba mais!

O Imposto de Renda é uma obrigação anual para todos os cidadãos brasileiros que obtêm rendimentos no país, o que inclui os médicos. Dessa forma, é importante que os profissionais de saúde estejam atentos à declaração para garantir o cumprimento de suas responsabilidades fiscais.

Além disso, há uma diversidade de fontes de renda na gestão para clínicas, que podem incluir consultórios, clínicas, hospitais e até trabalhos realizados internacionalmente, bem como possíveis bens e investimentos sujeitos à tributação.

Portanto, é importante entender como fazer a declaração de maneira correta, abordando sua funcionalidade, como declarar as diversas fontes de rendimento e o que pode ser deduzido no imposto de renda do médico. Continue a leitura para ficar por dentro!

Afinal, como funciona o imposto de renda para médicos?

O imposto de renda é frequentemente considerado um problema pelos profissionais de saúde devido à sua complexidade e burocracia.

Assim, a declaração do Imposto de Renda Pessoa Física (IRPF) contém informações sobre todas as rendas obtidas no ano anterior, permitindo não apenas calcular os impostos devidos, mas também identificar possíveis restituições.

A restituição é a devolução dos impostos retidos ao longo do ano, o que significa que ao declarar o IRPF, é possível receber dinheiro de volta. Além disso, a declaração anual deve ser feita de forma precisa e dentro do prazo estipulado pela legislação fiscal.

Quem precisa declarar o imposto de renda?

Para os médicos que obtiveram rendimentos tributáveis superiores a R$ 28.559,70 em 2023, a declaração é obrigatória. Além disso, aqueles que receberam rendimentos não tributáveis ou tributados na fonte acima de R$ 40.000,00 também devem declarar.

A posse de bens e direitos com valor superior a R$ 300.000,00 também é um critério que exige a apresentação da declaração. Médicos em residência médica, por sua vez, têm direito à isenção de imposto de renda, conforme a Lei Nº 9.250/1995. A inclusão dessa informação na ficha de “Rendimentos Isentos” é essencial.

Porém, fique atento aos prazos! Em 2024, o prazo se inicia às 8h do dia 15 de março e finaliza às 23h59 no dia 31 de maio.

Leia também: Como se tornar um médico virtual e aumentar sua área de atendimento

Banner para baixar o guia completo de imposto de renda para médicos.

Quanto de Imposto de Renda paga um médico?

A determinação do Imposto de Renda pago pelos médicos é influenciada pela realização de sua atividade profissional e sua remuneração.

Um médico pode atuar como autônomo, ter sua própria clínica como pessoa jurídica ou ser contratado por uma empresa de saúde como CLT. Essas diferentes formas de prestação de serviços impactam a tributação de maneiras distintas. Agora, vamos conhecer cada uma delas:

Médico CLT

Se você trabalha como CLT, a empresa realizará descontos mensais do seu salário. Assim, médicos que atuam como funcionários CLT têm automaticamente deduzidos de seus salários os valores correspondentes ao Imposto de Renda, à Previdência Social e demais tributos aplicáveis.

O desconto do INSS segue as novas faixas para 2024:

  • 7,5%: até um salário mínimo
  • 9%: de R$1.412,01 até R$2.666,68
  • 12%: de R$2.666,69 até R$4.000,03
  • 14%: de R$4.000,04 até R$7.786,02

Médico PJ

Para médicos que possuem uma empresa, o recolhimento dos impostos é feito através do CNPJ, e o valor a ser pago varia conforme o regime tributário selecionado.

Isso se aplica a quem possui uma clínica própria ou presta serviços emitindo notas para clínicas e hospitais. Sendo assim, é recomendável contar com a orientação de um contador para realizar simulações dos diferentes regimes tributários e determinar qual se adapta melhor à sua realidade financeira.

Médico autônomo

Para médicos que trabalham como profissionais liberais (autônomos), estão sujeitos à cobrança do INSS, IRPF e ISSQN, variando conforme cada município.

A tributação pode ser elevada, com o IR podendo alcançar até 27,5% da receita e o INSS até 20% (limitado ao teto do INSS). Dessa forma, médicos autônomos enfrentam maior risco de fiscalização na declaração do IRPF.

Os valores de IR para autônomos são cobrados através do Carnê Leão, com INSS de 20% sobre a receita, limitado ao teto de R$1.286,71, e IR retido na fonte de 0 a 27,5%. Para serviços prestados a pessoas jurídicas, o INSS tem alíquota de 11%, até o máximo de R$707,69 mensais, com IR retido na fonte de 0 a 27,5%.

Entretanto, o ISS pode variar entre 2% a 5%, conforme o município.

Médica usando computador. Imagem ilustrativa para texto imposto de renda para médicos.

Como declarar o imposto de renda para médicos?

A declaração de imposto de renda para médicos apresenta particularidades distintas das declarações dos demais trabalhadores. Uma das características mais importantes para destacar é a necessidade de inclusão do CPF de todos os pacientes atendidos no ano anterior, ou seja, em 2023.

Esse procedimento permite à Receita Federal realizar o cruzamento de dados com as declarações dos pacientes, evitando possível tentativa de fraude no sistema.

Quais informações devem constar no imposto de renda para médicos?

O imposto de renda para médicos contém algumas especificidades que o diferenciam da declaração de outros profissionais.

Para fazer a declaração, você deve utilizar a ficha que fica disponível no site da Receita Federal.

Esse documento solicita que você apresente algumas informações específicas em relação à sua atividade profissional.

Por isso, vamos apresentar os dados que você não pode esquecer de inserir em sua declaração. Confira a seguir.

CPFs dos pacientes

Uma das principais especificidades do imposto de renda para profissionais da saúde é a obrigatoriedade de apresentar o CPF de cada paciente que pagou pelos seus serviços.

Sendo assim, lembre-se de inserir cada CPF, ainda que esse rendimento seja isento, pois o objetivo é cruzar os dados no sistema da Receita.

Dessa forma, é possível constatar a compatibilidade dos valores apresentados pelos médicos e a informação dos gastos declarada pelos pacientes.

Plantões médicos

Conforme comentamos anteriormente, é necessário informar sobre os plantões médicos na sua declaração.

Por isso, registre cada plantão que você fez no ano anterior na declaração. Essas informações você obtém no informe de rendimentos anuais que sua fonte pagadora disponibiliza.

Inclusive, esse documento deve constar nos anexos da declaração.

Dados importantes

Existem algumas informações específicas sobre sua profissão, que devem aparecer na declaração do imposto de renda.

Por exemplo, insira o código da natureza de sua ocupação como profissional da saúde. Esse código pode ser 11, no caso de profissionais autônomos, ou 12 para proprietários de empresas.

Além disso, informe o código da sua principal ocupação, para identificar a profissão que você desempenha. No caso dos médicos, o código é 225.

É importante, ainda, inserir o número de registro profissional, que todos os que trabalham na área da saúde possuem. Para isso, confira seu CRM.

Rendimento referente a cada paciente

Não basta inserir apenas o CPF de cada paciente. Afinal, você deve declarar o valor que cada um pagou pelo seu atendimento.

Isso é importante, para evitar fraudes nas declarações.

Informe de rendimentos

Caso você seja Pessoa Jurídica, é necessário informar o valor do pró-labore que recebeu no ano passado.

Além disso, é importante fazer o controle financeiro e o registro do faturamento médico, mesmo que ela seja isenta.

Comprovante de dívidas

Há um espaço na ficha de declaração, que se chama “Dívidas e ônus reais”. Neste caso, você deve informar todas as dívidas que obteve durante o ano.

Para isso, guarde todos os comprovantes de empréstimos, financiamentos, consórcios, entre outros.

Médica em mesa com computador. Imagem ilustrativa para texto imposto de renda para médicos.

O que pode ser deduzido no imposto de renda do médico?

Ao informar os dados dos gastos que você teve durante o ano, é possível obter deduções no imposto de renda, o que pode resultar em um valor menor a pagar.

Por exemplo, é possível deduzir gastos com:

Pensão Alimentícia

Despesas com pensão alimentícia podem ser deduzidas, seguindo as regras estabelecidas pela Receita Federal.

Previdência Social ou Privada

Contribuições para a previdência social ou privada podem ser deduzidas, ajudando a reduzir o valor do imposto a pagar.

Dependentes sem Renda

Despesas relacionadas a dependentes que não possuem renda podem ser deduzidas, desde que atendam aos critérios estabelecidos pela legislação.

Gastos Educacionais

Matrículas e mensalidades escolares podem ser deduzidas, auxiliando no abatimento do imposto devido.

Além disso, é possível obter um desconto de até 6% no imposto de renda ao apresentar comprovantes de doações para causas médicas e sociais, bem como para direitos de crianças e idosos, contribuindo para uma redução adicional do valor a ser pago.

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Como fazer o Imposto de Renda Mais Médicos?

A bolsa-formação do Programa Mais Médicos pode alcançar até R$15 mil. É concedida pelo prazo de até 48 meses, prorrogável por igual período, mediante o cumprimento de todos os requisitos e deveres do programa.

É importante destacar que esse valor da bolsa não está sujeito à tributação do Imposto de Renda, sendo isento. Além disso, os médicos são inscritos no INSS, e as contribuições são pagas pelo Ministério da Saúde.

Leia também: Como controlar os gastos da sua clínica? Confira dicas para melhorar a gestão financeira

Como funciona o pagamento e restituição do imposto de renda?

Quando você for pagar o imposto, terá a opção de parcelar o valor em até 8 vezes de, pelo menos, R$ 50. Porém, se o valor total for menor que R$ 100, você terá que pagá-lo em uma só vez.

O vencimento das parcelas ocorre no último dia útil de cada mês. Caso atrase o pagamento, os juros são calculados com base na taxa Selic.

Se você tiver valores a restituir, o retorno desse dinheiro ocorre conforme o calendário da Receita Federal.

Neste caso, vale a pena se antecipar e fazer a declaração cedo, para aumentar as chances de receber a restituição no mês de junho.

Quais foram as mudanças no imposto de renda para 2024?

Para o Imposto de Renda 2024, a Receita Federal introduziu algumas mudanças importantes:

  • Novas obrigações para quem vendeu ações na Bolsa, exigindo a declaração para vendas a partir de R$40 mil ou com lucro tributável.
  • Possibilidade de autorizar terceiros para realizar a declaração através do Gov.br, facilitando o processo.
  • Prioridade nos pagamentos de restituição para quem optar pela declaração pré-preenchida ou escolher restituição por PIX, juntamente com grupos específicos como idosos, doentes graves e pessoas com deficiência.
  • Declaração pré-preenchida aprimorada, com mais dados recuperados automaticamente, como informações bancárias, investimentos, imóveis, doações e criptoativos.
  • Prazo estendido para a declaração, permitindo que os contribuintes realizem o processo entre 15 de março e 31 de maio, oferecendo cerca de dois meses e meio para a conclusão.

Neste artigo, você pôde conferir como funciona o imposto de renda para médicos. Agora, você já sabe se precisa declarar e quais informações precisam constar. Além disso, lembre-se de que alguns valores podem ser deduzidos, diminuindo o valor do seu imposto.

Isso sem falar na restituição, que começa a acontecer no mês de junho. Por isso, antecipe-se e faça sua declaração o quanto antes.

Quer aprofundar seu conhecimento sobre o imposto de renda médico? Baixe agora nosso e-book gratuito e descubra o que os médicos e profissionais de saúde precisam declarar no IRPF. 

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médica medindo pressão de pessoas em uma empresa

O que é o PCMSO? Entenda a importância desse programa para as empresas, como funciona e quais são os exames obrigatórios

O PCMSO (Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional) é um programa obrigatório para empresas que visa promover e preservar a saúde dos trabalhadores, através da realização de exames médicos e medidas preventivas no ambiente de trabalho. Saiba mais!

A saúde e o bem-estar dos funcionários são aspectos importantes para o funcionamento de qualquer empresa. Nesse sentido, a implementação do PCMSO (Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional) é uma medida indispensável para garantir um ambiente de trabalho seguro e saudável.

O PCMSO é um programa voltado para a prevenção de problemas de saúde dos funcionários, demonstrando o cuidado e a preocupação da empresa com sua equipe. Além disso, ele desempenha um papel fundamental na redução de custos para as empresas, evitando gasto com indenizações decorrentes de acidentes de trabalho ou doenças.

Neste artigo, exploraremos o que é o programa, como implementá-lo de forma eficaz, seu funcionamento e os benefícios que ele traz para as empresas e seus colaboradores. Boa leitura!

O que é o PCMSO?

O PCMSO (Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional) é um conjunto de diretrizes e procedimentos estabelecidos pela Norma Regulamentadora 7 (NR-7) do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) no Brasil. Foi instituído em 29 de dezembro de 1994, através da Portaria SST nº 24, consolidando a primeira revisão da NR-07. 

Esse programa visa promover a saúde e a qualidade de vida dos trabalhadores, prevenindo doenças e riscos ocupacionais, mantendo um ambiente de trabalho seguro.

Dessa forma, o PCMSO define as obrigações e responsabilidades tanto do empregador quanto dos trabalhadores em relação à saúde ocupacional.

Além disso, é importante mencionar que o programa é obrigatório, por isso, pode haver fiscalização. O não cumprimento das determinações pode acarretar em multas e penalidades para as empresas, além de colocar em risco a saúde e a segurança dos trabalhadores.

Leia também: Quer alcançar o controle financeiro da sua clínica ou consultório? Veja 11 dicas práticas para implementar 

Benefícios do PCMSO para as empresas e seus colaboradores.

O PCMSO traz uma série de benefícios tanto para as empresas quanto para seus colaboradores:

Para as empresas:

  • Cumprimento da legislação: implementar o programa permite que a empresa cumpra as exigências legais, evitando multas e sanções.
  • Prevenção de doenças ocupacionais: a realização de exames periódicos ajuda a identificar precocemente problemas de saúde relacionados ao trabalho, permitindo a adoção da medicina preventiva para evitar complicações futuras.
  • Redução de custos com afastamentos: o PCMSO pode ajudar a reduzir os custos relacionados a afastamentos por motivos de saúde ao detectar problemas de saúde dos colaboradores precocemente.

Para os colaboradores:

  • Promoção da saúde: o programa oferece exames médicos periódicos que ajudam a identificar e tratar problemas de saúde relacionados ao trabalho.
  • Segurança no ambiente de trabalho: contribui para a identificação e controle de riscos ocupacionais, garantindo um ambiente de trabalho mais seguro e saudável para os colaboradores.
  • Valorização profissional: os colaboradores se sentem valorizados e motivados quando percebem que a empresa se preocupa com sua saúde e segurança, o que pode aumentar o comprometimento com o trabalho.

Leia também: Imposto de renda para médicos: entenda como funciona e como declarar

Qual é a diferença entre PCMSO e PPRA?

O PCMSO e o PPRA (Programa de Prevenção de Riscos Ambientais) são dois programas essenciais de segurança e saúde ocupacional estabelecidos pela legislação trabalhista brasileira. 

O PCMSO, regido pela NR 7, promove e preserva a saúde dos trabalhadores por meio de exames médicos periódicos e orientações preventivas. 

Por outro lado, o PPRA, regulamentado pela NR 9, concentra-se na preservação da saúde e integridade dos trabalhadores, avaliação e controle de riscos ambientais no local de trabalho. Este programa também é de responsabilidade do empregador e requer a implementação de medidas preventivas para mitigar riscos físicos, químicos e biológicos. 

O PPRA pode ser realizado pelo Serviço Especializado em Engenharia de Segurança e em Medicina do Trabalho (SESMT) ou por profissionais de segurança do trabalho, ou da medicina ocupacional que possuam competência para tal atividade, conforme determina a legislação.

Portanto, enquanto o PCMSO se concentra na saúde dos trabalhadores e em exames médicos específicos, o PPRA está voltado para a identificação e controle dos riscos ambientais presentes no ambiente de trabalho, garantindo, assim, um ambiente seguro e saudável para todos os funcionários.

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Quem deve implementar o PCMSO?

O PCMSO deve ser implementado pelo empregador, ou seja, é de responsabilidade da empresa assegurar a sua execução. Como também, o empregador é encarregado de garantir a implantação do programa na empresa e custear todos os procedimentos e exames médicos ocupacionais.

Sendo assim, é obrigatório para todas as empresas que admitam trabalhadores como empregados, independentemente do porte, do número de funcionários ou do ramo de atividade.

Além disso, torna-se obrigatório no momento em que a empresa contrata seu primeiro empregado, e a obrigatoriedade persiste enquanto houver trabalhadores contratados sob o regime de emprego.

Quem faz o PCMSO?

É elaborado e implementado por profissionais da área da saúde, com destaque para médicos do trabalho. Estes profissionais são responsáveis por conduzir todas as etapas do processo, desde a realização de exames médicos ocupacionais até a elaboração de relatórios e recomendações para garantir a saúde e segurança dos trabalhadores. 

O médico do trabalho é especialmente qualificado para identificar e avaliar os riscos ocupacionais e para propor medidas preventivas necessárias para proteger a saúde dos trabalhadores no ambiente de trabalho.

Leia também: Saiba como melhorar a gestão de tarefas na sua clínica médica

Como funciona o PCMSO?

O funcionamento do PCMSO envolve geralmente as seguintes etapas:

1. Planejamento

A empresa deve elaborar um plano de ação que inclua ações de promoção da saúde, prevenção de doenças e acidentes relacionados ao trabalho.

2. Realização de exames médicos

O PCMSO determina quais exames médicos ocupacionais são necessários, como admissionais, periódicos, de mudança de função, de retorno ao trabalho e demissionais. Esses exames são realizados por médicos do trabalho.

3. Registro de dados e resultados

Os resultados dos exames médicos e outras informações relevantes sobre a saúde ocupacional dos trabalhadores devem ser registrados e mantidos em arquivo pela empresa.

4. Implementação de medidas preventivas

Com base nos resultados dos exames e análise dos riscos presentes no ambiente de trabalho, a empresa deve adotar medidas preventivas para garantir a saúde e segurança dos trabalhadores.

5. Acompanhamento e avaliação

O PCMSO deve ser revisado periodicamente para avaliar sua eficácia e realizar eventuais ajustes necessários.

Exames médicos obrigatórios no Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional

No PCMSO, os exames médicos obrigatórios variam conforme a função exercida pelo trabalhador, os riscos ocupacionais aos quais está exposto e as diretrizes estabelecidas pela NR-7. Alguns dos exames médicos comuns incluídos são:

  • Exame admissional: realizado antes do início das atividades do trabalhador na empresa para avaliar suas condições de saúde em relação às exigências do cargo.
  • Exame periódico: realizado periodicamente para monitorar a saúde do trabalhador durante o tempo em que estiver empregado na empresa. A frequência desses exames pode variar conforme os riscos ocupacionais, mas geralmente é anual.
  • Exame de mudança de função: realizado quando o trabalhador é transferido para outra função dentro da empresa que exige avaliação médica específica.
  • Exame de retorno ao trabalho: realizado após afastamento do trabalhador por período superior a 30 dias, em decorrência de doença ou acidente de trabalho.
  • Exame demissional: realizado quando o trabalhador é desligado da empresa para avaliar suas condições de saúde no momento da rescisão do contrato de trabalho.

Além desses, outros exames podem ser exigidos conforme as características do ambiente de trabalho e os riscos presentes. Por exemplo, exames de audiometria, oftalmológicos e de laboratório podem ser solicitados de acordo com a necessidade.

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Fotografia de uma médica fazendo uma prescrição para uma paciente.

Como fazer uma prescrição médica? Entenda os tipos, informações que devem constar e dicas para evitar os erros mais comuns

Para fazer uma prescrição médica, o médico deve incluir informações essenciais como nome do paciente, medicamentos, posologia e assinatura, seguindo as diretrizes médicas e regulamentações locais. Saiba mais!

A prescrição médica é um componente fundamental da prática médica, tão essencial quanto uma consulta bem conduzida. 

Desde a ficha de anamnese até o pedido de exames e orientações para o paciente, cada etapa do processo clínico garante o melhor cuidado possível.

No entanto, garantir a compreensão do que foi prescrito, tanto pela experiência do paciente quanto pelo farmacêutico que irá dispensar os medicamentos, é de extrema importância.

Neste artigo, vamos conhecer os elementos indispensáveis para uma prescrição médica, suas regras e os principais tipos. Além disso, abordaremos a importância da prescrição eletrônica. Boa leitura!

O que é a prescrição médica?

Uma prescrição médica é o ato de recomendar medidas terapêuticas, excluindo cirurgias. 

Emitida por profissionais de saúde devidamente registrados, como médicos, veterinários e dentistas, ela vai além da simples indicação de medicamentos. Abrange também orientações sobre repouso, dieta, atividade física, entre outras ações relevantes para a recuperação do paciente. 

Para garantir sua eficácia, ela também deve ser clara, correta e fornecer orientações precisas sobre o uso correto dos medicamentos e tratamentos recomendados. 

Atualmente, a prescrição pode ser entregue ao paciente em diferentes formatos, incluindo papel, impressa ou digital, aproveitando plataformas digitais e tecnologias especializadas para facilitar o processo, como o Conclinica, que oferece uma base de dados e recursos para prescrição eletrônica.

Leia também: Agendamento online de consultas médicas: como automatizar o atendimento

Tipos de prescrição médica

As prescrições médicas variam conforme o tipo de substâncias prescritas. Confira a seguir: 

Receituário simples

A receita branca é um dos tipos mais comuns, com uma variedade de propósitos. Inicialmente, é destinada aos Medicamentos Isentos de Prescrição (MPIs), os quais podem ser comprados sem prescrição, porém requerem a recomendação de um médico. 

Além disso, é utilizada para medicamentos que demandam uma receita, mas não necessariamente sua retenção, como produtos dermatológicos e fórmulas para cuidados infantis.

Receituário de controle especial

A prescrição de controle especial destina-se a medicamentos que requerem um controle rigoroso, como antidepressivos, ansiolíticos, antibióticos, retinoicas de uso tópico, imunossupressoras, antirretrovirais, anabolizantes, entre outros. 

Essa receita é emitida em duas vias, com uma delas retida na farmácia e a outra entregue ao paciente. Com validade de 30 dias, ela permite a prescrição de até três medicamentos para um determinado período de tratamento.

Receita azul ou Receita B

A receita azul, também conhecida como Receita B, destina-se à prescrição de medicamentos psicotrópicos e requer uma autorização prévia da Secretaria de Saúde para sua emissão, determinando a quantidade de impressões permitidas. 

Padronizada, com numeração específica, é emitida em duas vias: uma azul, que fica na farmácia, e outra branca, entregue ao paciente. Cada prescrição azul permite a inclusão de apenas um medicamento e tem validade de 2 meses.

Receita amarela ou Receita A

A receita amarela, ou Receita A, é reservada para a prescrição de medicamentos entorpecentes e psicotrópicos, devido ao seu maior potencial de causar dependência. 

O bloco de receitas amarelas é fornecido pela Secretaria de Saúde, sendo estritamente controlado. Cada receita permite a inclusão de apenas um medicamento e possui validade para ser dispensada em até 1 mês.

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Como fazer uma prescrição médica?

Agora que você já conhece os tipos de prescrições médicas, é hora de entender um dos pontos mais importantes: como realmente fazê-las. Esse processo pode gerar dúvidas em alguns profissionais, especialmente quando se trata de substâncias controladas.

Para isso, vamos explorar algumas orientações para você tomar cuidado ao fazer uma prescrição médica para o paciente:

  • Relevância: antes de prescrever um medicamento, leve em conta a eficácia, o custo, a segurança e a relevância.
  • Escrita: escreva de forma clara e legível, detalhando as instruções de uso.
  • Efeitos colaterais: informe o paciente sobre eventuais efeitos colaterais.
  • Assinatura: sem disponibilidade de carimbo, assine manualmente o documento com seu nome completo e número de inscrição no conselho regional.
  • Carimbo: é importante lembrar que o carimbo é essencial ao prescrever substâncias entorpecentes e psicotrópicas.
  • Rasura: evite qualquer tipo de rasura na receita.
  • Data: recomenda-se datar todas as receitas.

Leia também: Como preencher a história patológica pregressa na anamnese?

O que deve conter na prescrição médica?

Além de saber como fazê-la, a prescrição médica deve conter uma série de elementos para garantir a segurança e a eficácia do tratamento. Veja a seguir os 9 principais:

1. Identificação do paciente (Superinscrição)

É fundamental incluir o nome completo do paciente, sua data de nascimento e, se possível, seu número de identificação ou prontuário médico para evitar erros de identificação.

2. Data da prescrição

A data em que a prescrição foi feita deve ser claramente indicada, facilitando o controle do histórico médico do paciente e garantindo a validade legal da prescrição.

3. Identificação do médico

Localizado na parte superior, no cabeçalho, devem-se incluir o nome completo do médico, seu número de registro profissional, o nome da instituição onde trabalha e seu endereço de contato para garantir rastreabilidade e autenticidade da prescrição.

4. Medicamento prescrito (Inscrição)

Todos os medicamentos prescritos devem ser listados com seus nomes genéricos e, se aplicável, seus nomes comerciais, juntamente com a dosagem e a forma farmacêutica.

5. Posologia (Subinscrição)

A posologia inclui a quantidade de medicamento a ser tomada em cada dose, a frequência das doses e a duração do tratamento, garantindo que o paciente compreenda claramente como tomar o medicamento corretamente.

6. Via de administração

Deve-se especificar a via pela qual o medicamento deve ser administrado, seja oral, intravenosa, tópica, entre outras, para evitar erros na administração.

7. Quantidade prescrita 

A quantidade total do medicamento a ser prescrito deve ser claramente indicada, juntamente com a indicação de refil, se aplicável, para evitar confusões na dispensação.

8. Assinatura e carimbo do médico

A prescrição deve ser assinada pelo médico, indicando sua autoridade e responsabilidade sobre o tratamento prescrito. Se disponível, o carimbo do médico também deve ser aplicado para autenticidade.

9. Observações ou instruções adicionais (Adscrição)

Qualquer informação adicional relevante, como orientações sobre o uso do medicamento, precauções a serem tomadas ou monitoramento necessário, deve ser incluída para garantir a segurança e eficácia do tratamento.

Requisitos legais para a elaboração de uma prescrição válida

Para garantir a validade de uma prescrição, é essencial que o profissional de saúde responsável esteja devidamente licenciado e autorizado para prescrever na jurisdição em questão. 

A prescrição deve incluir claramente o nome e assinatura do profissional, bem como os dados de identificação do paciente e a data da emissão. Além disso, é necessário especificar o medicamento prescrito, sua dosagem e via de administração, juntamente com instruções sobre o uso e quantidade.

Para medicamentos controlados, é importante seguir as regulamentações específicas estabelecidas pelas autoridades competentes. Esses requisitos legais garantem a segurança e a adequação do tratamento prescrito aos pacientes.

Leia também: Receita de remédio: Leis e regras de como você deve prescrever

Erros comuns na prescrição de medicamentos e como evitá-los

Entre os erros mais comuns em prescrições médicas estão:

  • Verificação de identidade do paciente: sempre verifique a identidade do paciente antes de prescrever qualquer medicamento para garantir que esteja prescrevendo para a pessoa correta.
  • Legibilidade e clareza: escreva as prescrições de forma clara e legível, sem utilizar rasuras, para evitar erros de interpretação.
  • Conheça o paciente: familiarize-se com o histórico patológica do paciente, incluindo alergias a medicamentos, condições médicas pré-existentes e medicamentos em uso.
  • Confira as doses e concentrações: verifique as doses prescritas, o horário de administração e as concentrações dos medicamentos para garantir que estejam corretas e seguras para o paciente.
  • Evite abreviações perigosas: evite o uso de abreviações que possam levar a erros. Se for necessário usar abreviações, use apenas aquelas reconhecidas e compreendidas.
  • Uso de terminologia padrão: utilize terminologia padronizada ao prescrever medicamentos para garantir clareza e evitar confusões.
  • Atenção aos medicamentos de alto risco: preste atenção especial aos medicamentos de alto risco e verifique duas vezes as prescrições envolvendo esses medicamentos.
  • Revisão regular da medicação: faça revisões periódicas da medicação do paciente para garantir que esteja atualizada e adequada às necessidades atuais do paciente.

Prescrição eletrônica

Entre as vantagens desse método, estão a redução de erros de prescrição devido à legibilidade da escrita e a melhor coordenação de cuidados entre médicos e farmacêuticos. Isso é possível devido à clareza das prescrições digitais, que minimizam equívocos na interpretação das ordens médicas e facilitam a comunicação na relação médico-paciente.

Além disso, o acesso rápido ao histórico do paciente e a economia de tempo e custos associados à prescrição em papel são fatores importantes. 

A integração de sistemas eletrônicos permite que os médicos acessem informações sobre tratamentos anteriores, agilizando o processo de tomada de decisões e melhorando a qualidade do atendimento ao paciente.

O Conclínica representa uma solução eficaz para a gestão de clínicas médicas. Ao simplificar o processo de prescrição médica, oferecendo recursos personalizáveis e acessíveis, e facilitando o atendimento virtual, este software para gestão de clínicas eleva a qualidade dos serviços de saúde oferecidos pelas clínicas e consultórios.

Portanto, se você busca melhorar a experiência do paciente, otimizar suas operações e garantir um serviço de saúde de excelência, o Conclínica é a escolha ideal. Faça um teste grátis!


Fotografia de dois homens trabalhando em um documento de controle financeiro.

Quer alcançar o controle financeiro da sua clínica ou consultório? Veja 11 dicas práticas para implementar

O controle financeiro é essencial para garantir a estabilidade e o crescimento sustentável de qualquer empreendimento, especialmente no setor de saúde. Saiba mais!

Caso você tenha uma clínica ou esteja pensando em abrir o seu próprio consultório, é provável que esteja em busca do controle financeiro do seu negócio. 

Afinal, quem está à frente de um empreendimento busca garantir o crescimento por meio de uma saúde financeira robusta. 

No entanto, como profissionais da saúde frequentemente dedicam grande parte do seu tempo para aprimorar seus conhecimentos na medicina, sobra pouco tempo para lidar com tarefas mais complexas, como a gestão financeira do empreendimento.

Essa tarefa demanda tempo, cuidado, conhecimento e organização. Neste post, elaboramos 11 dicas infalíveis para auxiliar no controle financeiro da sua clínica ou consultório. Boa leitura!

Importância do controle financeiro na gestão de uma clínica ou consultório médico

O controle financeiro de uma clínica ou consultório é tão importante quanto o cuidado com a vida dos pacientes. Assim como o corpo humano requer atenção e um funcionamento adequado, a clínica demanda cuidados em diversos setores, sendo a gestão financeira um deles, pois é responsável por estruturar toda a empresa.

Uma gestão financeira necessita de estratégias para melhorar o controle e análise das operações e do patrimônio da empresa. Essa prática resulta em uma conscientização sobre os créditos e os débitos da empresa e possibilita ações com foco na lucratividade por meio de uma gestão eficaz.

Além disso, a implementação de um controle financeiro traz uma série de benefícios para a gestão de uma clínica ou consultório médico. 

Entre esses benefícios, destacam-se a criação de um calendário para cumprimento das obrigações fiscais, a definição de metas financeiras para o crescimento do negócio, o controle do fluxo de caixa para garantir recursos necessários, a gestão de estoque para evitar desperdícios e assegurar a continuidade do atendimento, e o controle dos custos operacionais para identificar oportunidades de redução de despesas e aumento da rentabilidade.

Essas práticas são essenciais para garantir a saúde financeira e o sucesso de uma clínica ou consultório médico.

Leia também: Redução De Custos: Como A Tecnologia Pode Ajudar Sua Clínica

11 dicas para fazer o controle financeiro da sua clínica ou consultório

Agora, veja a seguir algumas dicas valiosas para um controle financeiro eficaz em sua clínica ou consultório: 

1. Estabeleça um fluxo de caixa estruturado

Muitas vezes subestimada, a gestão do fluxo de caixa é uma estratégia essencial para o bom desempenho de um empreendimento.

O fluxo de caixa registra todas as entradas e saídas do financeiro, controlando o saldo disponível em contas bancárias e nos caixas da empresa. Essa ferramenta é fundamental para a organização do desempenho financeiro de sua clínica ou consultório.

2. Utilize tecnologias a seu favor

À medida que as tecnologias evoluem, elas despertam o interesse humano e oferecem soluções práticas. Um software de gestão financeira, por exemplo, pode proporcionar diversas vantagens. Ele não só simplifica o acesso a informações para médicos e pacientes, mas também capacita agendamento dos pacientes em suas próprias consultas e acessarem seus prontuários e receitas médicas de forma simplificada.

Além disso, a tecnologia facilita a organização financeira. Com a implementação de um software de gestão de clínicas, os processos internos da clínica se tornam mais ágeis, o que, por sua vez, eleva a produtividade da equipe.

3. Contrate especialistas para assessoria financeira

Em certas situações, buscar a orientação de especialistas pode simplificar a gestão da clínica. Essa assistência pode prevenir erros cruciais, como o esquecimento de declarar algo para a Receita Federal. 

Como exemplo, a colaboração com um contador proporcionará ao médico mais tempo para focar em suas próprias responsabilidades. No entanto, é igualmente importante reservar um momento, em algum dia do mês, para analisar os resultados alcançados em conjunto com o contador. 

4. Organize as contas a pagar e a receber

Uma abordagem eficaz para a gestão financeira é a divisão das contas a pagar e a receber. Essa estratégia permite uma visão clara dos principais custos da clínica, facilitando a identificação de gastos excessivos que possam ser descartados.

Ao entender melhor essas despesas, torna-se viável reduzi-las. Além disso, essa prática agiliza a detecção de atrasos nos pagamentos, possibilitando uma resposta mais rápida por parte do setor de cobrança. Dessa forma, é possível identificar e prevenir qualquer impacto negativo na saúde financeira da clínica, evitando surpresas desagradáveis.

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5. Crie e mantenha um fundo de reserva

As empresas podem enfrentar períodos de crise devido a fatores tanto internos quanto externos. Portanto, um gestor precisa priorizar as reservas de dinheiro. 

No caso de enfrentar momentos desafiadores, a clínica será menos afetada se tiver recursos reservados para tais eventualidades. Como também, fundos de reserva também podem ser úteis para cobrir despesas como pagamento de férias e décimo terceiro salário, que não são recorrentes, mas que devem ser previstas e provisionadas

Leia também: Saiba como planejar o orçamento anual para sua clínica ou consultório médico e tenha total controle sobre o seu negócio

6. Mantenha as finanças pessoais e da empresa separadas

É essencial evitar o uso do dinheiro da clínica para suprir despesas domésticas, pois essa prática prejudica seriamente o controle financeiro do negócio e pode prejudicar sua situação financeira. 

Além disso, esses recursos poderiam ser direcionados para investimentos, como a aquisição de equipamentos ou a contratação de novos profissionais. Da mesma forma, não é aconselhável utilizar suas finanças pessoais para atender às necessidades da clínica, pois isso também pode comprometer o controle financeiro e gerar desequilíbrios desnecessários.

7. Elabore um planejamento financeiro sólido

Estabeleça metas financeiras realistas e tangíveis, que possam ser alcançadas de forma eficaz. Um planejamento financeiro eficiente requer meticulosidade no registro de despesas e na projeção de receitas. Monitorar esses números regularmente e revisar o planejamento com frequência permitirá ao médico uma avaliação precisa do progresso da clínica.

8. Invista em ampliar os conhecimentos em finanças

Embora a experiência ao longo dos anos possa fornecer conhecimentos valiosos sobre o mercado e seus padrões tradicionais, em um mundo em constante evolução, aqueles que não se mantêm atualizados são rapidamente ultrapassados pela concorrência.

É fundamental buscar informações sobre novas ferramentas e conceitos de gestão financeira, além de participar de cursos e workshops relacionados à área de atuação. Assim, aqueles que dominam mais habilidades têm uma vantagem significativa sobre os demais.

9. Mantenha um registro detalhado das transações

Uma prática fundamental é a manutenção de registros detalhados de todas as operações financeiras da clínica. Essa documentação permite uma análise precisa dos gastos e receitas, facilitando o seu monitoramento.

É recomendável que esse registro seja realizado de forma diária, abrangendo todas as transações, tais como: recebimento de pagamento online de pacientes, pagamento a fornecedores, aquisição de materiais e remuneração dos funcionários.

10. Escolha os fornecedores com cuidado 

Assegurar um controle financeiro em sua clínica ou consultório requer uma cuidadosa seleção dos fornecedores. É essencial cultivar relacionamentos sólidos e positivos com eles. Ao estabelecer uma boa comunicação e proximidade, torna-se mais fácil garantir que os pedidos sejam atendidos dentro dos prazos estabelecidos, evitando impactos negativos no fluxo de caixa.

Além disso, a transparência é ampliada ao optar por fornecedores que atuem como verdadeiros parceiros. Nesse sentido, é essencial que ofereçam materiais e equipamentos de qualidade, cumpram os prazos de entrega estabelecidos e demonstrem equilíbrio na precificação, além de oferecerem suporte adequado durante as negociações. 

Leia também: Quer atrair mais clientes para sua clínica ou consultório? Confira 7 estratégicas de marketing digital para médicos

11. Gerencie o estoque da clínica

Clínicas operam com um volume significativo de consumo de materiais, exigindo um controle de estoque. Essa prática é fundamental para evitar desperdícios, garantir a disponibilidade adequada de materiais e prevenir a escassez de materiais essenciais ou o vencimento de produtos.

A gestão de estoque desempenha um papel fundamental tanto na saúde financeira quanto na qualidade do atendimento prestado em clínicas e consultórios. Manter um estoque eficiente e bem organizado contribui para a eficácia operacional e a satisfação dos pacientes.

Portanto, essas dicas foram elaboradas para estabelecer uma base sólida e robusta que propicie o crescimento sustentável da clínica ao longo do tempo, impulsionando um controle financeiro eficaz. 

Ao implementar essas práticas se promove uma cultura de eficiência e transparência financeira que é essencial para o sucesso a longo prazo do empreendimento.

Agora que você reconhece a importância desse controle financeiro para clínicas e consultórios médicos, é o momento de implementar essas estratégias. 

Comece hoje mesmo a planejar seu orçamento e assegure o sucesso do seu empreendimento. Agende uma demonstração gratuita do nosso software Conclínica e dê o primeiro passo para simplificar a gestão do seu negócio médico!


Fotografia de um médico sentado à frente de um computar e um documento impresso, preparando um recurso de glosa médica.

Como evitar a glosa médica? Saiba o que é, como fazer um recurso e evite prejuízos financeiros na sua clínica!

A glosa ocorre quando a operadora de saúde recusa o pagamento de um procedimento realizado pelo paciente. Categorizada em três tipos de glosa médica, ela ainda pode causar prejuízo no faturamento da clínica. Aprenda mais sobre o tema!

A glosa médica é recorrente na prática médica, chegando a representar de 20% a 30% da conta hospitalar, conforme o Instituto de Estudos de Saúde Suplementar.

Por isso, é importante entender exatamente o que é a glosa e seus diferentes tipos, para não ter a saúde financeira do seu consultório ou clínica médica afetada. Além disso, vamos te ajudar apresentando soluções para evitar que isso ocorra na gestão da sua clínica. Continue a leitura!

O que é glosa?

Fundamentalmente, a glosa médica é a recusa de pagamento dos gastos do paciente por parte do convênio. Ou seja, quando a fatura é enviada à operadora de planos de saúde, a cobrança pode ser recusada e um reajuste solicitado. 

Isso pode afetar o faturamento médico, atrasando pagamentos e prejudicando o controle financeiro da sua clínica.

Os valores podem mudar de maneira positiva ou negativa, a depender do que foi cobrado. Se a fatura não contém todos os procedimentos do paciente, o valor fica maior, assim como ficaria menor caso contivesse mais do que foi realizado.

Esse processo ocorre quando a conta é analisada por um médico ou enfermeiro auditor. Se qualquer item listado na fatura for considerado errado, a glosa hospitalar é efetuada e, assim, o pagamento não é liberado.

Quais os tipos de glosas médicas?

Em geral, as glosas são classificadas de três maneiras diferentes, a depender do motivo elencado pelo médico ou enfermeiro auditor, a seguir entenda em mais detalhes:

Glosas administrativas 

As glosas administrativas representam correções realizadas devido a erros administrativos no processo de faturamento na área da saúde. Essas glosas podem ocorrer por diferentes motivos, como:

  • ausência de guias de autorização para os procedimentos realizados;
  • guias preenchidas inadequada ou incompletamente;
  • valores de tabelas de taxas, materiais e medicamentos fora do estipulado por contrato;
  • procedimentos, materiais e medicamentos digitados incorretamente.

Corrigir essas falhas é essencial para garantir a exatidão e conformidade nos registros financeiros, evitando problemas futuros.

Glosas técnicas 

Já as glosas técnicas dizem respeito a eventos médicos específicos, como:

  • ausência de checagem de medicamentos e procedimentos;
  • procedimentos de enfermagem que não foram descritos no prontuário do paciente;
  • anotações realizadas a lápis;
  • falta de prescrição médica para os procedimentos de enfermagem.

Identificar e corrigir essas discrepâncias é crucial para assegurar a integridade e qualidade do atendimento ao paciente, além de garantir a conformidade com normas e regulamentações na área da saúde.

Glosas lineares 

Glosas lineares são problemas frequentes no processo de faturamento médico, surgindo quando a operadora do plano saúde alega que um material ou procedimento específico não está entre os serviços cobertos pelo plano de saúde. Essa situação muitas vezes decorre de informações incompletas fornecidas pela clínica.

Em termos mais diretos, as glosas lineares ocorrem quando a clínica não se ajusta integralmente às exigências da operadora, resultando na falta de motivos que justifiquem o uso de medicamentos, equipamentos ou procedimentos. 

Esse desalinhamento de informações pode prejudicar o processo de faturamento, impactando negativamente o fluxo financeiro da clínica e destacando a importância de uma melhor gestão da clínica.

Leia também: Imposto de renda para médicos: entenda como funciona e como declarar

Banner para clicar e baixar o manual anti glosa.

Consequências da glosa médica

A glosa médica, ou a recusa de pagamento de uma parte, ou totalidade de uma conta médica, pode acarretar diversas consequências prejudiciais para as instituições de saúde. A seguir, confira os principais impactos negativos.

Faturamento prejudicado

A glosa hospitalar impõe um impacto direto no faturamento das instituições de saúde, resultando em perdas financeiras significativas.

Os valores negados representam uma parcela considerável da receita que poderia ser reinvestida na melhoria dos serviços, na aquisição de tecnologias avançadas e na capacitação de profissionais de saúde.

Serviço e atendimento comprometidos

A recusa de pagamento por parte das operadoras de saúde pode comprometer seriamente o serviço e atendimento oferecidos. 

A falta de recursos financeiros devido à glosa pode resultar na escassez de materiais, na diminuição da mão de obra qualificada e na limitação de investimentos em infraestrutura, impactando negativamente a qualidade do cuidado prestado aos pacientes. 

Esse cenário cria um ciclo desafiador, prejudicando tanto a instituição quanto aqueles que buscam assistência médica.

Desmotivação e estresse entre os profissionais

Além das implicações financeiras e operacionais, a glosa médica pode levar a um aumento significativo nos níveis de estresse e desmotivação entre os profissionais de saúde. 

A incerteza em relação ao recebimento adequado pelo trabalho realizado pode impactar negativamente o moral da equipe, comprometendo a dedicação e a qualidade do atendimento prestado aos pacientes. 

A gestão eficaz da glosa torna-se, portanto, crucial para preservar não apenas a estabilidade financeira, mas também o bem-estar da equipe médica.

Leia também: Como evitar o cancelamento de consulta? Descubra 12 dicas essenciais para manter uma agenda consistente

Como fazer um recurso de glosa? 

O recurso de glosa é um procedimento importante para contestar a recusa de pagamento por parte das operadoras de saúde. 

Abaixo, confira pontos de atenção a serem considerados para guiar a elaboração de um recurso de glosa de qualidade.

Entenda a razão da glosa

Analise detalhadamente a razão apresentada pela operadora de saúde para a glosa. Compreender o motivo específico é crucial para elaborar um recurso sólido.

Reúna os documentos

Compile toda a documentação relevante, incluindo prontuários médicos, notas fiscais, códigos de procedimentos, laudos e demais registros que comprovem a legitimidade da cobrança.

Conheça as normativas e contratos

Esteja familiarizado com as normativas da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) e os termos do contrato entre sua instituição de saúde e a operadora. Isso ajudará a embasar seu recurso.

Elabore uma Carta de Recurso

Escreva uma carta formal endereçada à operadora de saúde explicando os motivos pelos quais você está contestando a glosa. Inclua detalhes sobre o paciente, procedimentos realizados, justificativas e anexe a documentação comprobatória.

Destaque pontos relevantes

Identifique claramente os pontos-chave do seu recurso, destacando informações que refutem a razão da glosa apresentada pela operadora. Seja objetivo e use dados concretos para respaldar seus argumentos.

Utilize linguagem técnica

Ao redigir o recurso, utilize uma linguagem técnica e específica da área de saúde. Isso facilita a compreensão por parte da equipe responsável pelo processo de análise na operadora.

Mantenha o profissionalismo

Mantenha um tom profissional e respeitoso ao redigir a carta de recurso. Evite linguagem agressiva e concentre-se nos fatos e argumentos técnicos.

Envie o recurso e acompanhe 

Encaminhe o recurso à operadora de saúde por meio do canal apropriado, como o setor de glosas. Certifique-se de manter um registro do envio e acompanhe o status do recurso periodicamente.

Lembre-se de que a persistência e a documentação sólida são fundamentais ao recorrer de uma glosa. 

Acompanhe de perto o processo e, se necessário, esteja preparado para buscar orientação legal para garantir seus direitos.

Leia também: Saiba como planejar o orçamento anual para sua clínica ou consultório médico e tenha total controle sobre o seu negócio

Como evitar glosas médicas?

Diante do desafio das glosas médicas, apresentamos estratégias eficazes para evitar essas situações e otimizar a gestão da sua clínica. Confira a seguir três soluções que podem ajudar:

Controle preciso do faturamento TISS

Um dos principais pontos de erro nas glosas médicas é o preenchimento inadequado do faturamento da guia TISS. Para reduzir falhas, a automação do padrão TISS é essencial.

Implementar um sistema que tenha integração de dados entre clínica e operadora de saúde pode diminuir erros na hora do faturamento, além disso, o Conclínica sempre disponibiliza o modelo mais atualizado conforme a ANS.

Adoção do prontuário eletrônico

O prontuário é vital para consultas, documentando o histórico e as informações do paciente. No entanto, anotar manualmente ou utilizar documentos manuscritos e softwares não especializados pode resultar em erros administrativos prejudiciais ao faturamento e gestão do negócio.

A solução é o prontuário eletrônico do Conclínica, a partir dele você terá acesso um software com Ficha de anamnese digital com lista de perguntas adaptadas para cada contexto clínico. 

Além disso, também existe a funcionalidade de prescrição digital, para que o paciente tenha acesso a uma receita completamente legível e com todos os dados necessários para aquisição dos medicamentos.

Utilização de relatórios gerenciais

Ter acesso a relatórios gerenciais é crucial para uma gestão eficiente. O Conclínica, por exemplo, oferece uma ampla variedade de relatórios, desde agendamentos médicos até dados dos pacientes e atendimentos realizados.

Esses relatórios proporcionam visibilidade sobre os pacientes atendidos na clínica, evitando preenchimento incorreto de guias e outros documentos burocráticos.

Quer aprofundar seus conhecimentos sobre glosas médicas e evitar prejuízos? Baixe agora nosso e-book "Manual Anti Glosas" e descubra estratégias eficazes para minimizar as glosas e otimizar o faturamento da sua instituição de saúde. Clique aqui para adquirir seu exemplar!


gestão financeira para clínicas

Aprenda como fazer a gestão financeira para clínicas em 11 passos para manter as finanças no azul

Para fazer a gestão financeira de uma clínica ou consultório médico é preciso registrar e monitorar cuidadosamente as receitas e despesas, utilizando sistemas de gestão específicos para a área da saúde, garantindo conformidade com regulamentações e maximização da rentabilidade. Saiba mais!

A gestão financeira desempenha um papel fundamental nas clínicas médicas, sendo um elemento vital para o sucesso e crescimento desses empreendimentos. 

Em um cenário cada vez mais complexo e dinâmico, onde desafios financeiros são constantes, a habilidade de gerir de forma eficaz os recursos torna-se uma necessidade premente para os gestores e proprietários de clínicas. 

Neste contexto, compreender e aplicar práticas sólidas de gestão financeira não apenas assegura a estabilidade econômica, mas também possibilita a expansão sustentável dos negócios, garantindo a qualidade dos serviços prestados aos pacientes. 

A seguir, apresentamos o que é a gestão financeira para clínicas e 11 passos fundamentais para alcançar uma gestão eficaz e manter as finanças da sua clínica no azul. Boa leitura!

O que é gestão financeira para clínicas?

A gestão financeira de clínicas é o processo de administrar e controlar as finanças de uma clínica ou consultório médico de forma eficiente. 

O processo de gestão envolve várias atividades, como planejamento financeiro, controle de custos, gerenciamento de receitas, gestão de fluxo de caixa, análise de desempenho financeiro, entre outras.

É essencial para garantir a saúde financeira da clínica, permitindo que ela opere de forma sustentável, alcance seus objetivos financeiros e ofereça serviços de qualidade aos pacientes. 

Além disso, uma gestão financeira adequada também pode ajudar a identificar áreas de melhoria, reduzir desperdícios, otimizar recursos e tomar decisões estratégicas para o crescimento e desenvolvimento da clínica.

Leia também: Saiba como planejar o orçamento anual para sua clínica ou consultório médico e tenha total controle sobre o seu negócio

A importância de uma gestão financeira eficaz para consultórios 

O mau gerenciamento financeiro do negócio é considerado um dos principais motivos para empresas falirem em todo o mundo. 

Segundo dados recentes de uma organização de análise de crédito brasileira, em setembro de 2019 houve um aumento de 59,8% no número de pedidos de falência no Brasil na comparação com o mesmo mês de 2018. E desse total, 95,1% são pequenas empresas.  

Além disso, o estudo mais recente do IBGE sobre falência em nosso país (divulgado em 2017) revelou que 60% dos novos negócios formalizados fecham em até 5 anos. 

Mesmo que as estatísticas não destaquem clínicas, elas também estão incluídas nesses dados. Por esse motivo é fundamental que não só médicos, mas todos os profissionais de saúde em geral tenham bastante cuidado com a gestão financeira de seus consultórios. 

Isso porque além de assegurar a longevidade da sua clínica, um controle financeiro eficiente, ainda permite que você possa ter reservas de emergência e investimentos planejados.

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Como fazer a gestão financeira de uma clínica em 11 passos

Gerenciar as finanças de uma clínica médica é essencial para garantir sua sustentabilidade e crescimento. Aqui estão 11 passos para uma gestão financeira eficaz de uma clínica:

1. Tenha o controle financeiro da clínica

Ter controle financeiro da clínica é essencial para garantir sua saúde econômica e sustentabilidade a longo prazo. O primeiro passo é estabelecer o hábito de fazer o fluxo de caixa regularmente, analisando os gastos e receitas. Isso permite identificar oportunidades de redução de custos e otimização dos recursos.

Além disso, é fundamental monitorar diariamente os investimentos feitos como pessoa jurídica, visando aumentar os recursos financeiros da clínica de forma consciente e racional.

O planejamento financeiro também desempenha um papel crucial. Ele envolve não apenas saber de onde virá o dinheiro para investimentos futuros, mas também entender quando e como será necessário reduzir custos ou realizar novos investimentos. Olhar para frente e estabelecer metas e objetivos claros é indispensável para manter as finanças da clínica no azul.

Assim, ser visionário como empreendedor implica ter uma visão de futuro clara, definindo metas ambiciosas e traçando planos e estratégias para alcançá-las. Isso inclui não apenas metas financeiras, mas também objetivos relacionados ao crescimento da clínica, melhoria dos serviços oferecidos e satisfação dos pacientes.

Portanto, ser visionário no contexto da gestão financeira de uma clínica médica significa não apenas pensar no presente, mas também ter uma perspectiva de longo prazo, estabelecendo um plano claro e monitorando seu progresso regularmente para garantir o sucesso e a sustentabilidade do negócio.

2. Crie e mapeie indicadores-chave de desempenho

Para uma gestão financeira de uma clínica eficaz, é essencial identificar e monitorar indicadores-chave de desempenho

Esses indicadores fornecem percepções valiosas sobre a saúde financeira da clínica e ajudam os gestores a tomar decisões bem informadas. 

Alguns exemplos incluem: 

  • Receita total;
  • Margem de lucro;
  • Taxa de ocupação de consultórios;
  • Custo por paciente atendido;
  • Índice de inadimplência;
  • Retorno sobre investimento em marketing. 

Mapear esses indicadores-chave ao longo do tempo permite uma avaliação contínua do desempenho financeiro da clínica, identificando áreas de melhoria e oportunidades de crescimento.

Leia também: Como fazer um controle de caixa na sua clínica ou consultório? Confiram 6 dicas práticas

3. Organize o planejamento tributário de acordo com seu regime tributário

É fundamental organizar o planejamento tributário conforme o regime mais adequado. As opções comuns incluem Lucro Presumido, Lucro Real e Simples Nacional. 

  • No Lucro Presumido, a tributação é simplificada, baseada em uma estimativa de lucro, sendo ideal para empresas com margens de lucro consistentes. 
  • Já no Lucro Real, os impostos são calculados com base no lucro líquido efetivo, sendo mais complexo, mas vantajoso para empresas com variações significativas nos lucros. 
  • O Simples Nacional é destinado a micro e pequenas empresas, oferecendo simplificação tributária e alíquotas reduzidas, porém, pode não ser vantajoso para empresas com grande faturamento. 

A escolha do tipo de tributação da para sua clínica deve considerar a natureza do negócio, seu faturamento, margens de lucro e potenciais benefícios fiscais, sendo recomendado consultar um contador para tomar a decisão mais acertada.

Principais impostos recolhidos por clínicas e consultórios 

Os principais impostos recolhidos por clínicas e consultórios médicos podem incluir:

  • Imposto de Renda Pessoa Jurídica (IRPJ): Este imposto incide sobre o lucro das empresas, incluindo clínicas e consultórios médicos que operam como pessoa jurídica.
  • Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL): Similar ao IRPJ, a CSLL é uma contribuição federal que incide sobre o lucro líquido das empresas.
  • Imposto sobre Serviços (ISS): O ISS é um imposto municipal que incide sobre a prestação de serviços, como consultas médicas e procedimentos realizados em clínicas.
  • Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS): Caso a clínica realize a venda de produtos, como medicamentos ou produtos médicos, pode estar sujeita ao recolhimento do ICMS, um imposto estadual.
  • Contribuição Previdenciária Patronal: As clínicas e consultórios são responsáveis por recolher a contribuição previdenciária patronal sobre a folha de pagamento de seus funcionários.

4. Separe o pró-labore das finanças pessoais  

Uma receita infalível para manter sempre a saúde financeira da sua clínica é nunca misturar seus recursos pessoais com os profissionais. Ou seja, nada de usar seu salário para pagar contas do consultório ou quitar suas dívidas como pessoa física usando o dinheiro conquistado por meio da sua pessoa jurídica. 

Até quem não tem sócios precisa seguir essa dica. Isso porque de acordo com experts em finanças, não separar na prática despesas e receitas entre PF e PJ costuma prejudicar financeiramente bastante as organizações. 

Em alguns casos, pode levar até mesmo a falência por má administração já que você pode ficar sem saber quanto sua clínica lucra de verdade. O que irá impactar até nos futuros investimentos (que poderão deixar de ser realizados) e no capital de giro. 

5. Monitore o fluxo de caixa todos os dias

Quando o assunto é gestão financeira, organização nunca é demais. Portanto é importante listar e agendar todas as contas a pagar e as contas a receber para não deixá-las vencer e facilitar a cobrança.

Caso isso ocorra por algum motivo, não deixe de entrar em contato com o paciente para negociar o pagamento em aberto. Se for uma fatura da clínica que venceu, a dica é você entrar em contato com quem você está devendo (banco, fornecedor, etc.) para renegociar prazos e valores. 

Dessa forma você evita perder crédito na praça e não compromete as finanças do seu consultório. Além disso, não deixe de organizar também seus recibos e notas fiscais porque irá facilitar entender para onde está indo o dinheiro da sua clínica.

Leia mais: O que é EBITDA e como aplicar em clínicas e consultórios

6. Mantenha o controle de estoque em dia

Manter o controle de estoque atualizado é fundamental para uma gestão financeira eficiente em uma clínica. Isso envolve registrar com precisão todas as entradas e saídas de materiais médicos, medicamentos e outros suprimentos. 

Um estoque desorganizado pode levar a desperdícios, falta de produtos essenciais ou excesso de itens parados, afetando diretamente os custos operacionais da clínica. 

Além disso, um controle de estoque eficaz ajuda a evitar rupturas de estoque, garantindo que os tratamentos dos pacientes não sejam interrompidos devido à falta de materiais.

Utilizar sistemas de gestão de estoque pode facilitar esse processo, permitindo uma visão mais clara do inventário disponível e agilizando as operações de reposição.

7. Considere o faturamento TISS

Considerar o faturamento TISS é essencial para a gestão financeira eficiente de uma clínica. O TISS (Troca de Informações em Saúde Suplementar) é um padrão estabelecido pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) para a troca de informações entre operadoras de planos de saúde e prestadores de serviços. 

Isso inclui informações sobre procedimentos médicos realizados, valores cobrados e repassados, entre outros. Ao adotar o TISS para o faturamento, as clínicas podem garantir maior agilidade, segurança e precisão no processo de cobrança e recebimento dos serviços prestados. 

Além disso, seguir as diretrizes do TISS pode ajudar a evitar glosas e problemas de conformidade, garantindo uma receita mais consistente e previsível para a clínica. 

8. Mantenha o capital de giro saudável

O dinheiro disponível usado para garantir que sua clínica esteja em pleno funcionamento mesmo entre pagamentos realizados e pagamentos recebidos (inclusive parcelados) é chamado de capital de giro. 

Esse montante serve para suprir as necessidades do dia a dia, como manter o estoque de gaze para curativos abastecido ou ter material de papelaria. Só para dar alguns exemplos.

Segundo economistas, para calcular o capital de giro é só somar todas as receitas (valores que tem em caixa e pagamentos a receber) e subtrair das contas a pagar e impostos.

Leia mais: Faturamento médico: como gerir o seu e garantir a lucratividade

9. Crie uma reserva de emergência para manter a saúde do consultório

Mesmo com planejamento e organização, ninguém está livre de imprevistos. Por exemplo, o computador pode parar de funcionar do nada e você ter que comprar outro com urgência. 

Ou outro equipamento da clínica que impossibilite atendimentos inesperadamente tenha algum problema e você precise chamar um técnico, comprar alguma peça nova, e por aí vai… Sem contar que em alguns meses, a quantidade de consulta pode reduzir bastante. 

Em casos assim, não é do capital de giro que o dinheiro deve sair. O ideal é que saia do fundo de reserva da clínica. Para manter o montante, especialistas em finanças recomendam que mensalmente você aplique uma mesma determinada quantia como, por exemplo, sempre R$ 1000.  

10. Crie o hábito de realizar conciliação bancária

Comparar os dados do seu controle financeiro interno com o que de fato tem na conta da sua clínica é o que os contadores chamam de conciliação bancária.

Fazer isso regularmente é importante porque evita, por exemplo, que você pague valores indevidos caso o banco debite o valor errado da sua conta. 

Ou até mesmo impeça que você tenha que pagar juros e multas por falta de pagamento de algo que está em débito em conta, mas que por algum motivo não foi debitado o dinheiro na data esperada. 

Quando você tem as finanças da clínica em ordem, a conciliação bancária é algo bem simples de fazer. É só comparar o extrato da conta bancária com o fluxo de caixa. Em caso de dúvidas, confira nos recibos e notas fiscais.  

11. Utilize um sistema de gestão como auxiliar

Utilizar um software para gestão de clínicas é fundamental para auxiliar na gestão financeira de uma clínica. Esses sistemas automatizam muitos processos, desde o agendamento de consultas até o faturamento e controle de estoque. 

Um sistema integrado pode facilitar o acompanhamento das finanças, fornecendo relatórios detalhados sobre receitas, despesas, fluxo de caixa e performance financeira geral da clínica. Além disso, eles podem ajudar na conformidade com regulamentos, como o TISS, ao automatizar a geração e envio de faturas padronizadas. 

Com funcionalidades específicas para o setor de saúde, esses sistemas permitem uma gestão mais eficiente e precisa, possibilitando que os gestores tomem decisões informadas para otimizar o desempenho financeiro da clínica.

Veja também: Máquina de cartão para clinicas com a menor taxa do mercado: 05 opções

Erros financeiros mais frequentes que podem quebrar sua clínica 

Os erros financeiros mais frequentes que podem levar à quebra de uma clínica médica incluem:

  • Falta de planejamento financeiro: a ausência de um plano financeiro estruturado pode levar a decisões erradas e falta de recursos quando necessário.
  • Falta de planejamento tributário: a falta de estratégias tributárias pode resultar em pagamentos excessivos de impostos e impactar negativamente a saúde financeira da clínica.
  • Má gestão de despesas e receitas: uma gestão ineficiente das finanças pode levar a gastos desnecessários e dificultar a identificação de fontes de receita lucrativas.
  • Ausência de controle de estoque: a falta de controle sobre o estoque pode resultar em desperdício de recursos, como a compra excessiva de suprimentos ou a falta de materiais essenciais no momento adequado.
  • Desperdício de materiais e medicamentos: o desperdício de materiais e medicamentos pode representar uma perda significativa de recursos financeiros, impactando diretamente os lucros da clínica.
  • Uso inadequado de equipamentos: a utilização inadequada dos equipamentos pode levar a danos prematuros, custos de reparo adicionais e redução da eficiência operacional.
  • Falta de manutenção nos equipamentos: a ausência de manutenção regular nos equipamentos pode resultar em falhas operacionais, custos de reparo elevados e interrupções nos serviços prestados pela clínica.

Como o Conclínica ajuda os médicos na gestão financeira?

O Conclínica oferece uma solução abrangente para a gestão financeira de clínicas e consultórios médicos.

Com recursos indispensáveis para agendamento ágil de consultas de um ou mais profissionais de saúde, o software para clínicas simplifica processos administrativos e minimiza burocracias, permitindo um atendimento eficiente e humanizado. 

Além disso, o Conclínica reúne e simplifica os dados dos pacientes, facilitando o trabalho dos médicos e proporcionando uma visão ampla e integrada da gestão financeira, o que facilita a tomada de decisões e a organização de todos os processos financeiros da clínica ou consultório.

A gestão financeira para clínicas é a melhor solução para manter um negócio lucrativo saudável 

Implementar práticas sólidas de gestão financeira não apenas assegura a estabilidade econômica da clínica, mas também promove um crescimento sustentável. Ao adotar uma abordagem proativa para gerenciar as finanças, os proprietários e gestores de clínicas podem tomar decisões mais informadas, identificar áreas de melhoria e garantir o sucesso a longo prazo do negócio.

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Fotografia de uma médica olhando e sorrindo com árvores no fundo da foto

Você sabe o que é o estoicismo? Entenda como essa filosofia pode ajudar médicos e profissionais da saúde

O estoicismo pode ajudar profissionais da medicina a lidar com o estresse, a incerteza e as pressões do ambiente de trabalho, promovendo o autocontrole emocional, a resiliência e a tomada de decisões ponderadas em situações desafiadoras. Saiba mais!

Você já ouviu falar no estoicismo para profissionais de saúde? Trata-se de uma corrente filosófica que prega uma espécie de “minimalismo mental” e foco na racionalidade, mas sem deixar de lado valores como empatia e compaixão.

Ficou curioso e quer saber mais sobre essa mentalidade? Continue lendo e descubra como o estoicismo pode revolucionar a sua vida!

Afinal, o que é estoicismo?

O estoicismo é uma filosofia antiga que surgiu na Grécia e ganhou destaque durante o período romano. 

Essa corrente de pensamento busca orientar as pessoas a viverem uma vida ética, tranquila e em conformidade com a natureza. 

Os estoicos pregam que o controle sobre as nossas emoções e reações é fundamental para alcançar a paz interior.

Além disso, destaca-se a ideia de que devemos focar no que podemos controlar e aceitar aquilo que está além do nosso controle. 

Isso implica em desenvolver uma mentalidade resiliente diante dos desafios da vida, cultivando virtudes como coragem, sabedoria, justiça e temperança.

Outro conceito central do estoicismo é a prática da indiferença às coisas externas e materiais, enfatizando a importância de valores internos e éticos. 

Os estoicos argumentam que a verdadeira felicidade vem de dentro, através do desenvolvimento de virtudes e da aceitação serena dos eventos externos, sejam eles favoráveis ou adversos.

Em poucas palavras, o estoicismo propõe um modo de vida que busca a serenidade através do autocontrole, da aceitação das circunstâncias e do cultivo de virtudes éticas, proporcionando uma abordagem prática para lidar com os altos e baixos da existência.

Leia mais: Atendimento Humanizado: o que é e como pode ajudar sua clínica

Benefícios do estoicismo para profissionais de saúde e médicos

A filosofia estoica, que valoriza o controle emocional, a aceitação do que não pode ser controlado e a busca pela virtude ética, oferece ferramentas úteis para enfrentar os desafios frequentes na área da saúde. 

Além disso, esses princípios podem contribuir para uma prática médica mais equilibrada, resiliente e ética, promovendo o bem-estar tanto dos profissionais quanto de seus pacientes. 

Para que você entenda melhor, confira a seguir cinco benefícios do estoicismo para os profissionais de saúde.

Controle emocional em situações difíceis

O estoicismo capacita os profissionais de saúde a manterem o equilíbrio emocional diante de situações complexas, como diagnósticos difíceis ou perdas de pacientes, favorecendo uma atuação mais centrada e racional.

Redução do estresse e aceitação do incontrolável

Ao abraçar a ideia de que nem tudo está sob controle, os médicos podem reduzir o estresse associado a imprevistos, desenvolvendo uma mentalidade mais adaptável e resiliente diante das circunstâncias adversas.

Cultivo de virtudes éticas

A busca constante pela virtude ética promove um ambiente de trabalho mais compassivo, encorajando médicos a cultivar qualidades como empatia, compaixão e integridade em sua interação com pacientes e colegas.

Melhoria nas relações médico-paciente

A ênfase na ética e na busca pelo propósito fortalece as relações médico-paciente, contribuindo para uma comunicação mais empática e uma compreensão mais profunda das necessidades dos pacientes.

Refinamento do sentido de missão na medicina

Ao integrar os princípios estoicos, profissionais de saúde podem fortalecer seu senso de propósito e missão na prática médica, resultando em uma abordagem mais significativa e gratificante em seu trabalho diário.

Leia mais: Como a medicina integrativa mudou o atendimento médico para melhor

10 lições do estoicismo para profissionais da saúde 

Agora, selecionamos dez lições do estoicismo pensando especificamente nos médicos e profissionais de saúde. Confira abaixo os preceitos e considere adotá-los na sua rotina!

1. Controle das emoções

O estoicismo ensina a importância de controlar as emoções diante de situações desafiadoras, permitindo aos profissionais de saúde manterem uma abordagem mais focada e eficaz.

2. Aceitar que há situações que fogem do controle

A filosofia estoica preconiza a aceitação do que não pode ser controlado, proporcionando uma mentalidade mais resiliente e menos suscetível ao estresse associado a imprevistos na prática médica.

3. Cultivo da empatia e compaixão

Ao buscar a virtude ética, o estoicismo incentiva profissionais da saúde a cultivarem empatia e compaixão em sua prática diária, fortalecendo as relações com pacientes.

4. Foco no propósito e serviço ao próximo

A filosofia estoica destaca a importância do propósito e do serviço ao próximo, reforçando o sentido de missão na prática médica e proporcionando significado ao trabalho.

5. Resiliência diante de desafios

Os ensinamentos estoicos capacitam os profissionais da saúde a desenvolverem resiliência, enfrentando os desafios com uma mentalidade equilibrada e uma compreensão mais profunda das circunstâncias.

6. Aceitação da mortalidade

O estoicismo destaca a importância de aceitar a finitude da vida, permitindo que profissionais de saúde lidem de maneira mais compassiva com situações de fim de vida e forneçam apoio significativo aos pacientes e familiares.

7. Desapego material e de status

A filosofia estoica incentiva o desapego de valores materiais e status, promovendo uma prática médica mais centrada na essência do cuidado ao invés de ganhos pessoais.

8. Enfrentamento construtivo de desafios éticos

Profissionais de saúde podem se beneficiar ao aplicar os princípios estoicos no enfrentamento de desafios éticos, promovendo escolhas ponderadas e éticas em seu trabalho diário.

9. Foco e aproveitamento do tempo presente

A lição estoica sobre viver no presente orienta profissionais de saúde a concentrarem sua atenção no aqui e agora, melhorando a qualidade de vida, o cuidado oferecido e a satisfação no trabalho.

10. Autenticidade e integridade

Ao cultivar virtudes estoicas como autenticidade e integridade, profissionais da saúde constroem relações mais sólidas com pacientes, colegas e equipes, promovendo um ambiente de trabalho ético e confiável.

Leia mais: Conheça a medicina integrativa e sua importância para a cura de pacientes

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Fotografia de um médico trabalhando no seu marketing digital médico com auxílio de seu notebook.

Quer atrair mais clientes para sua clínica ou consultório? Confira 7 estratégicas de marketing digital para médicos

O marketing digital para médicos pode ser utilizado para atrair mais clientes por meio de algumas estratégias, como a criação de conteúdo relevante, otimização de site, presença ativa nas redes sociais e publicidade direcionada. Saiba mais!

Em um mundo cada vez mais digitalizado, o marketing digital se tornou uma ferramenta indispensável para médicos que desejam alcançar e engajar pacientes de forma eficaz. 

Seja para promover serviços, educar sobre condições médicas ou simplesmente construir uma reputação online sólida, o marketing digital oferece inúmeras oportunidades para profissionais da saúde se destacarem no mercado. No entanto, navegar neste universo pode parecer desafiador para muitos médicos. 

Portanto, neste artigo, exploraremos o que é o marketing digital para médicos, como implementá-lo de maneira eficaz e algumas dicas valiosas para impulsionar a presença online e alcançar resultados positivos.

O que é marketing digital para médicos?

O marketing digital para médicos refere-se à aplicação de estratégias de marketing online específicas para profissionais da área da saúde, com o objetivo de promover seus serviços, aumentar a visibilidade e atrair pacientes

Essas estratégias abrangem uma variedade de canais digitais, como sites, redes sociais, e-mail marketing, SEO (Search Engine Optimization) e publicidade online. 

Nesse sentido, o marketing digital busca estabelecer uma presença online eficaz, destacando a credibilidade e expertise do médico, oferecendo informações relevantes sobre especialidades, tratamentos e procedimentos médicos. 

Benefícios do marketing digital para médicos

O marketing digital oferece diversas vantagens significativas para profissionais da saúde, auxiliando na promoção efetiva de seus serviços e na construção de uma presença online robusta. Abaixo, confira os principais ganhos ao investir nessa estratégia.

Ampliação da visibilidade

O aumento da visibilidade é um dos benefícios primordiais do marketing digital para médicos. 

Estratégias de SEO eficientes e uma presença ativa nas redes sociais contribuem para que os profissionais se destaquem online, alcançando um público mais amplo e, assim, aumentando as oportunidades de atrair novos pacientes.

Construção de credibilidade e confiança

A criação e manutenção de um site informativo desempenham um papel fundamental na construção da credibilidade do médico. 

Fornecer informações detalhadas sobre especialidades, experiência e abordagens de tratamento cria uma base sólida para a confiança dos pacientes, estabelecendo o médico como uma autoridade respeitável em sua área.

Relacionamento e educação nas redes sociais

O envolvimento ativo nas redes sociais não se limita apenas à promoção, mas também oferece a oportunidade de construir relacionamentos significativos com a comunidade. 

Além disso, compartilhar conteúdo educativo sobre questões de saúde não apenas posiciona o médico como um recurso valioso, mas também contribui para a conscientização e educação pública.

Aumento do faturamento e retenção de clientes

Ao implementar estratégias de marketing digital, os médicos podem aumentar sua visibilidade e impactar positivamente o faturamento. 

A capacidade de atrair novos pacientes e, ao mesmo tempo, manter uma comunicação contínua através de newsletters e mídias sociais contribui significativamente para a fidelização dos clientes, estabelecendo uma base sólida para o crescimento constante do negócio médico.

Leia também: Faturamento médico: como gerir o seu e garantir a lucratividade

O que diz o Conselho Federal de Medicina (CFM) sobre o marketing médico?

O Conselho Federal de Medicina (CFM) desempenha um papel fundamental na regulamentação do marketing médico, visando assegurar práticas éticas e legais por parte dos profissionais de saúde. 

Para alcançar esse objetivo, o CFM estabeleceu a resolução n.º 1.974/11, que visa combater propagandas enganosas ou sensacionalistas. 

No contexto das estratégias digitais, o CFM orienta que a publicidade médica deve incluir informações como o nome completo do médico, o registro no Conselho Regional de Medicina (CRM) com número e estado, além dos nomes e respectivos Registros de Qualificação de Especialista (RQE) de até duas especialidades.

Por outro lado, algumas práticas são explicitamente proibidas no ambiente digital de acordo com as diretrizes do CFM.

Em primeiro lugar, o uso de fotos de pacientes em material promocional, mesmo com autorização, é vetado.

Além disso, é proibido garantir a eficiência de procedimentos e fazer uso de chamadas sensacionalistas.

A divulgação de equipamentos com atribuição de sucesso a procedimentos, a apresentação de títulos e especializações não registradas no CRM, bem como o uso de termos como "o melhor", "o único capacitado" ou similares em peças publicitárias, são considerados práticas inadequadas. 

Por fim, o CFM proíbe a divulgação de preços de procedimentos, formas de pagamento, parcelamentos ou descontos, buscando preservar a integridade ética da prática médica no ambiente digital. 

A conformidade com essas regulamentações é crucial para garantir a privacidade dos pacientes e promover uma conduta ética e responsável por parte dos profissionais de saúde.

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7 estratégias de marketing digital para médicos, clínicas e consultórios

Agora que você já sabe o que é marketing digital para médicos e quais são os limites para fazer publicidade, vamos conferir sete estratégias que vale a pena incluir nas suas campanhas.

1. Monte um site profissional

Um site bem estruturado proporciona aos pacientes em potencial uma experiência informativa e confiável, apresentando detalhes sobre as especialidades, serviços oferecidos, equipe médica, e informações de contato. 

Garantir que o site seja responsivo, de fácil navegação e contenha elementos visuais atraentes contribui significativamente para a construção de uma imagem profissional e confiável.

2. Utilize técnicas de SEO

Investir em técnicas de SEO (Search Engine Optimization) é essencial para melhorar a visibilidade online. 

O uso estratégico de palavras-chave relevantes, otimização de conteúdo, meta descrições e link building contribui para o posicionamento favorável nos motores de busca. 

Isso facilita a descoberta do médico ou da clínica pelos pacientes que buscam informações específicas, aumentando a chance de atrair um público qualificado.

3. Trabalhe sua presença nas redes sociais

A presença ativa nas redes sociais é crucial para estabelecer uma conexão mais próxima com a comunidade e fortalecer a reputação online

Compartilhar conteúdo relevante, participar de discussões e interagir com os seguidores contribui para construir relacionamentos significativos. 

Além disso, as redes sociais são excelentes plataformas para promover eventos, conscientização sobre saúde e compartilhar notícias relacionadas à área médica.

4. Produza conteúdo relevante para seu público

A produção de conteúdo relevante é uma estratégia poderosa para educar e engajar o público-alvo. 

Blogs, vídeos informativos, infográficos e podcasts podem abordar temas relacionados à saúde, tratamentos, prevenção de doenças, entre outros. 

Essa abordagem demonstra a expertise do médico e ajuda a construir confiança e fidelidade por parte dos pacientes.

5. Invista em publicidade online e campanhas pagas

A publicidade online, por meio de plataformas como Google Ads e redes sociais, é uma maneira eficaz de alcançar um público mais amplo. 

Campanhas pagas permitem segmentar anúncios para públicos específicos com base em localização, idade, interesses e comportamentos online. 

Isso ajuda a direcionar os esforços de marketing para as pessoas mais propensas a se tornarem pacientes.

6. Utilize e-mail marketing

O e-mail marketing é uma ferramenta valiosa para manter um contato regular com os pacientes, fornecendo informações relevantes, atualizações sobre serviços, dicas de saúde e promoções especiais. 

O envio consistente de newsletters contribui para manter a marca na mente dos pacientes, promovendo a fidelização e incentivando o retorno.

7. Faça a gestão da sua reputação online

Monitorar as avaliações dos pacientes, responder a comentários e feedbacks de maneira profissional, transparente e construtiva contribui para a construção e manutenção de uma reputação sólida. 

A transparência e o comprometimento com a satisfação do paciente são fundamentais para o sucesso a longo prazo no ambiente digital.

Confira também Como implementar inbound marketing para clínicas? Confira agora

Métricas para entender a efetividade da sua campanha de marketing digital

A mensuração do desempenho de uma campanha de marketing digital é essencial para avaliar sua efetividade e realizar ajustes estratégicos conforme necessário. Abaixo, confira as principais métricas para ficar de olho.

Métricas do Google Analytics

O Google Analytics oferece uma gama abrangente de métricas, incluindo tráfego do site, taxa de rejeição, tempo médio de permanência, conversões e origens de tráfego. 

Essas métricas fornecem insights valiosos sobre o comportamento dos usuários, ajudando a entender como os visitantes interagem com o site e a eficácia das diferentes fontes de tráfego.

ROI (Retorno sobre Investimento)

O ROI é uma métrica essencial que avalia o desempenho financeiro da campanha, comparando o ganho obtido com o investimento realizado. 

Calcular o ROI permite determinar a eficácia global da campanha, indicando se os esforços de marketing estão gerando resultados positivos e contribuindo para o crescimento financeiro.

CAC (Custo de Aquisição por Cliente)

O CAC mede o custo médio necessário para adquirir um novo cliente. Ao calcular o investimento total em marketing dividido pelo número de clientes conquistados, os profissionais podem entender o custo associado a cada conversão. 

Manter o CAC sob controle é vital para garantir uma estratégia de aquisição de clientes eficiente e sustentável.

MRR (Receita Mensal Recorrente)

A MRR é especialmente relevante para modelos de negócios com receitas recorrentes, como assinaturas ou serviços mensais. Essa métrica indica a receita esperada todo mês proveniente de clientes recorrentes. 

Aumentos consistentes na MRR indicam um crescimento saudável, enquanto quedas podem sinalizar a necessidade de ajustes nas estratégias de retenção e fidelização.

Confira também Marketing médico: como ir além do boca a boca respeitando as resoluções do CFM

Como construir uma marca e identidade visual para o digital

Quando falamos sobre marketing digital para médicos, é imperativo falar também sobre marca e identidade visual digital.

Isso porque, sem um branding bem estruturado, dificilmente você vai alcançar bons resultados. 

A seguir, confira os elementos que toda marca e identidade visual deve ter:

Propósito e valores

Identifique o propósito central da marca e os valores que deseja transmitir. Essa definição orientará as demais decisões de branding.

Persona da marca

Desenvolva uma persona para a marca, considerando características como tom de voz, estilo e personalidade. Isso cria uma conexão mais autêntica com o público.

Logotipo

Desenvolva um logotipo distintivo que representa visualmente a identidade da marca. Certifique-se de que seja adaptável para diferentes plataformas e tamanhos.

Esquema de cores

Escolha uma paleta de cores que reflita a personalidade da marca e crie uma consistência visual em todos os canais digitais.

Tipografia

Selecione fontes que complementam a identidade da marca, proporcionando legibilidade e coesão visual.

Imagens e gráficos

Utilize imagens e gráficos alinhados à identidade da marca. Isso inclui escolher um estilo fotográfico consistente e gráficos que reforcem a mensagem da marca.

Modelos e padrões visuais

Desenvolva modelos para materiais digitais, como posts em redes sociais e e-mails, mantendo um padrão visual que fortaleça a coesão da marca.

Site e blog

Garanta que o design do site e do blog siga a identidade visual, proporcionando uma experiência coesa aos visitantes.

E-mails e newsletters

Mantenha a consistência visual em e-mails e newsletters, utilizando templates que reflitam a identidade da marca.

Avaliação de desempenho

Monitore a recepção da marca online, coletando feedback e analisando métricas. Isso permite ajustes conforme necessário para otimizar a eficácia da identidade visual.

Evolução gradual

À medida que a marca cresce e se adapta, esteja preparado para ajustar a identidade visual para refletir essas mudanças, mantendo-se relevante no cenário digital em constante evolução.

Confira também Marketing Médico: como criar uma persona para minha clínica?

Ferramentas de marketing digital para sua clínica ou consultório

A implementação de ferramentas de marketing digital pode ser uma boa pedida para otimizar as estratégias de promoção de uma clínica ou consultório médico. Abaixo, confira alguns recursos tecnológicos e plataformas que vale a pena investir:

  • Google Analytics - análise de tráfego e comportamento do usuário no site. Fornece dados detalhados sobre visitantes, origens de tráfego, conversões e desempenho do site, permitindo ajustes estratégicos;
  • WordPress - criação e gestão de sites. Oferece uma plataforma flexível para desenvolver um site profissional e informativo para a clínica, com fácil atualização de conteúdo;
  • Hootsuite - programação e gerenciamento de posts em redes sociais. Facilita o agendamento de publicações em diversas plataformas, mantendo uma presença consistente nas redes sociais;
  • RD Station - automação e envio de e-mails marketing. Permite criar campanhas de e-mail marketing, segmentar públicos-alvo e analisar o desempenho das campanhas;
  • Canva - design gráfico e criação de materiais visuais. Facilita a criação de gráficos, infográficos e postagens para redes sociais, mesmo para quem não tem habilidades avançadas em design;
  • Keyword Planner - pesquisa de palavras-chave para otimização de conteúdo. Auxilia na escolha de termos relevantes para o setor médico, melhorando a visibilidade nos motores de busca;
  • SurveyMonkey - criação de pesquisas e formulários online. Permite coletar feedback de pacientes, avaliações de serviços e informações úteis para aprimorar a oferta da clínica.

Confira também: Como atrair mais pacientes usando o Google Meu Negócio e Google Ads

Como escolher uma agência de marketing digital para sua clínica ou consultório médico

Agora, se achar que implementar marketing digital para médicos é trabalhoso, uma solução eficaz é investir em uma agência de publicidade especializada.

Mas, como acertar na escolha? Abaixo, confira dicas que podem te ajudar a tomar uma decisão assertiva e bem informada.

Entenda suas necessidades

Antes de começar a busca, identifique claramente suas metas e necessidades de marketing. 

Determine se você precisa de ajuda com a criação de um site, gestão de redes sociais, campanhas pagas, SEO ou uma combinação desses serviços.

Experiência no segmento de saúde

Priorize agências de marketing digital que tenham experiência específica no setor de saúde. Entender as nuances e regulamentações do campo médico é crucial para criar campanhas eficazes e éticas.

Reputação e histórico

Pesquise a reputação da agência. Analise casos de sucesso anteriores, avaliações de clientes e depoimentos para ter uma ideia da eficácia e confiabilidade da agência.

Portfólio de trabalho

Solicite e avalie o portfólio da agência. Examine trabalhos anteriores relacionados à área da saúde e verifique se os projetos demonstram criatividade, profissionalismo e resultados tangíveis.

Transparência nos processos

Escolha uma agência que seja transparente em seus processos. Isso inclui explicar claramente os métodos de trabalho, os prazos, as métricas de desempenho e os custos envolvidos.

Equipe qualificada

Certifique-se de que a agência possui uma equipe qualificada e experiente em áreas como design, redação, SEO, análise de dados e gestão de campanhas publicitárias. Uma equipe diversificada pode oferecer habilidades complementares.

Compreensão das regulamentações médicas

Verifique se a agência compreende e respeita as regulamentações éticas e legais do marketing médico. Isso inclui a conformidade com normas do Conselho Federal de Medicina (CFM) e outras diretrizes locais.

Flexibilidade e adaptação

O ambiente digital é dinâmico. Certifique-se de que a agência seja flexível e capaz de se adaptar às mudanças no cenário online, ajustando estratégias conforme necessário.

Leia também: Saiba como planejar o orçamento anual para sua clínica ou consultório médico e tenha total controle sobre o seu negócio

Evites erros no plano de marketing digital para sua cínica ou consultório

Para uma compreensão mais abrangente e detalhada sobre como elaborar um plano de marketing digital eficaz para clínicas e consultórios médicos, recomendamos baixar nosso e-book exclusivo: 'Guia de Marketing Digital para Clínicas e Consultórios'. 

Com este recurso, você terá acesso a insights valiosos, dicas práticas e estratégias comprovadas para evitar erros comuns e maximizar o sucesso de sua estratégia de marketing digital. Clique aqui para baixar seu exemplar!


Fotografia de um profissional de saúde elaborando um laudo médico.

O que é o Laudo Médico? Entenda os tipos mais comuns, como elaborar e os dados que devem constar no documento

O laudo médico é um documento emitido por um profissional de saúde que descreve uma condição médica, diagnóstico ou recomendações para tratamento. Entenda quais são os tipos e como elaborar!

Você sabia que o laudo médico é um documento padronizado e até mesmo obrigatório para determinados processos judiciais e até mesmo em admissões de emprego?

Seja você um estudante de medicina, um administrador de clínica ou apenas um paciente preocupado com a saúde, continue lendo e entenda tudo sobre esse documento médico, tão comum, mas tão importante!

O que é e para que serve o laudo médico?

O laudo médico é um documento elaborado por um profissional da área da saúde, geralmente um médico, para fornecer informações detalhadas sobre a condição de saúde de um paciente. 

Ele é utilizado em diversas situações para atestar a existência de uma doença, lesão ou incapacidade, além de fornecer detalhes sobre diagnósticos, tratamentos e prognósticos. A seguir, confira as principais finalidades de um laudo médico.

Avaliação clínica

O laudo médico é frequentemente utilizado para descrever a condição de um paciente, detalhando aspectos como histórico médico, exames realizados, diagnóstico e tratamento.

Afastamento do trabalho

Em casos de doença ou acidente, o laudo médico pode ser necessário para justificar o afastamento do trabalho e permitir que o paciente receba benefícios como o auxílio-doença.

Perícias médicas

Em processos judiciais, o laudo médico pode ser solicitado como parte de perícias para determinar questões relacionadas a acidentes, invalidez, indenizações ou outros litígios.

Avaliação de incapacidade

O laudo médico é frequentemente utilizado para avaliar o grau de incapacidade de uma pessoa, sendo fundamental em casos de concessão de aposentadoria por invalidez.

Participação em concursos e seleções

Em alguns casos, concursos públicos, processos seletivos e programas de benefícios podem exigir laudo médico para verificar a aptidão do candidato.

Acessibilidade e benefícios

Em alguns contextos, o laudo médico é utilizado para garantir a concessão de benefícios como isenções fiscais, acesso prioritário em filas e estacionamentos, entre outros.

Leia também: Receita de remédio: Leis e regras de como você deve prescrever

Qual a diferença entre laudo médico e atestado médico?

O laudo médico é um documento mais abrangente, elaborado para fornecer uma análise completa da condição de saúde de um paciente. 

Pode incluir informações detalhadas sobre o histórico médico, diagnósticos, tratamentos, exames realizados, prognósticos e outras análises clínicas. 

Geralmente, é utilizado em situações mais formais, como processos judiciais, perícias médicas, concessão de benefícios previdenciários, entre outros contextos que exigem uma avaliação mais aprofundada da saúde do paciente.

Por outro lado, o atestado médico  é um documento mais simples, utilizado para justificar a ausência temporária de uma pessoa no trabalho, escola ou outras atividades devido a motivos de saúde. 

Geralmente, contém informações mais sucintas, indicando o período de afastamento recomendado pelo médico e algumas informações básicas sobre a condição de saúde que justificam a ausência. 

Além disso, o atestado médico é usado em situações mais cotidianas, como justificativa para faltas no trabalho, na escola, ou em outras atividades que demandem um comprovante de incapacidade temporária.

Vale destacar que ambos os documentos são importantes em diferentes contextos, cada um atendendo a necessidades específicas relacionadas à avaliação e comunicação da condição de saúde do paciente.

Leia também: Como preencher a história patológica pregressa na anamnese? Entenda o passo a passo e confira nossas dicas!

Quem pode fazer a emissão de um laudo médico?

A emissão de um laudo médico é de responsabilidade de profissionais de saúde devidamente habilitados. 

Normalmente, os médicos são os profissionais mais comuns encarregados dessa tarefa, dada a sua formação e conhecimento clínico. 

No entanto, dependendo da natureza do laudo, outros profissionais da área de saúde também podem ser autorizados a emiti-lo. Alguns exemplos incluem:

  • Médicos especialistas: além de médicos generalistas, especialistas em diversas áreas da medicina, como ortopedistas, neurologistas, cardiologistas, entre outros, podem emitir laudos médicos específicos relacionados às suas especialidades;
  • Peritos médicos: profissionais especializados em realizar perícias médicas, frequentemente designados para avaliações mais detalhadas em contextos judiciais, previdenciários ou de seguros;
  • Psicólogos e psiquiatras: em casos que envolvem saúde mental, psicólogos e psiquiatras podem ser responsáveis pela emissão de laudos médicos;
  • Fisioterapeutas e terapeutas ocupacionais: em determinadas situações, como avaliações de capacidade funcional e reabilitação, esses profissionais podem elaborar laudos específicos;
  • Odontólogos: em questões relacionadas à saúde bucal, odontólogos podem emitir laudos médicos.

É importante ressaltar que o profissional responsável pela emissão do laudo deve possuir conhecimento técnico, registro ativo no respectivo conselho profissional e experiência na área para garantir a precisão e a adequação do documento. 

Leia também: Como evitar o cancelamento de consulta? Descubra 12 dicas essenciais para manter uma agenda consistente

Tipos de laudo médico

Agora, você sabia que existem diferentes tipos de laudos médicos? A seguir, confira os mais comuns.

Laudo de exame laboratorial

O laudo de exame laboratorial é um documento emitido por profissionais de saúde para interpretar os resultados de análises clínicas realizadas em laboratórios. 

Sua função principal é fornecer uma avaliação detalhada dos parâmetros bioquímicos, hematológicos, microbiológicos, entre outros, obtidos a partir de amostras biológicas como sangue, urina e fezes.

Esse tipo de laudo serve como uma espécie de complementação da avaliação clínica, fornecendo informações fundamentais para o diagnóstico e tratamento de diversas condições médicas. 

Os resultados dos exames laboratoriais são interpretados pelo profissional de saúde, que destaca valores normais e anormais, identifica possíveis distúrbios e fornece insights clínicos relevantes.

Além disso, esses laudos são valiosos para monitorar a evolução da saúde do paciente ao longo do tempo, auxiliando em ajustes terapêuticos conforme necessário. 

Laudo médico ocupacional

O laudo médico ocupacional é um documento elaborado por profissionais da área da saúde, especialmente médicos do trabalho, e tem como foco avaliar a relação entre as condições de trabalho e a saúde dos colaboradores de uma empresa. 

Este tipo de laudo é essencial para a medicina ocupacional, fornecendo informações sobre a saúde ocupacional dos trabalhadores.

O laudo médico ocupacional inclui uma análise detalhada dos riscos ocupacionais, as condições ergonômicas, exposição a agentes químicos e físicos, entre outros fatores que podem influenciar a saúde dos trabalhadores. 

Ele também aborda questões relacionadas à prevenção de doenças ocupacionais e à promoção de um ambiente de trabalho seguro.

Além disso, o laudo médico ocupacional é utilizado para atestar a aptidão ou inaptidão de um colaborador para desempenhar determinadas funções, considerando as características de sua saúde em relação às exigências do trabalho. 

Esse documento costuma ser solicitado em processos admissionais, periódicos, de mudança de função, retorno ao trabalho após afastamento, e também em demissões.

Laudo cirúrgico

O laudo cirúrgico é um documento elaborado por cirurgiões ou profissionais de saúde responsáveis por conduzir procedimentos cirúrgicos em pacientes. 

Este tipo de laudo tem o propósito de registrar detalhadamente as informações relacionadas à intervenção cirúrgica, fornecendo um histórico preciso do procedimento realizado.

Nesse documento, são descritas informações como o motivo da cirurgia, detalhes sobre o procedimento realizado, instrumentos cirúrgicos empregados, complicações durante a intervenção (se houverem), e as condições do paciente ao final da cirurgia. 

Além disso, o laudo pode conter informações sobre a evolução do paciente no pós-operatório imediato.

Esse tipo de laudo é fundamental para o registro médico, possibilitando a comunicação entre profissionais de saúde, auxiliando na continuidade do cuidado ao paciente, e servindo como documento legal em casos de auditorias ou em seguros pessoais, por exemplo.

Laudo médico pericial judicial

O laudo médico pericial judicial é um documento elaborado por um médico perito, designado pelo Poder Judiciário, com o objetivo de fornecer uma análise técnica e imparcial sobre questões médicas relacionadas a processos judiciais. 

Este tipo de laudo é fundamental em casos nos quais é necessária uma avaliação médica completa para esclarecer aspectos relevantes para a decisão judicial.

No laudo médico pericial judicial, o perito realiza uma análise detalhada das condições de saúde da parte envolvida no processo, podendo abordar questões como incapacidade, sequelas decorrentes de acidentes, avaliação de danos físicos ou psicológicos, entre outros. 

O perito utiliza seus conhecimentos técnicos para esclarecer dúvidas e apresentar informações que possam contribuir para a tomada de decisão por parte do magistrado.

Esse tipo de laudo é essencial em casos diversos, como aposentadorias por invalidez, acidentes de trabalho, disputas relacionadas a indenizações por danos à saúde, entre outros litígios judiciais que envolvem aspectos médicos. 

O laudo médico pericial judicial visa assegurar que as informações fornecidas sejam objetivas, fundamentadas e auxiliem o juiz na compreensão das questões médicas envolvidas no processo.

A imparcialidade e a expertise técnica do médico perito são fundamentais para garantir a credibilidade do laudo médico pericial judicial, contribuindo para a justiça e equidade nas decisões judiciais relacionadas a questões de saúde.

Confira também Como funciona o sigilo médico? Entenda sobre limites e regras

Como fazer e o que precisa constar em um laudo médico

Em geral, a estrutura e os requisitos específicos para a elaboração de um laudo médico variam com base no tipo de laudo e nas regulamentações locais.

Por outro lado, é possível afirmar que a confecção de um laudo médico costuma contemplar as seguintes etapas:

1. Identificação

Inclua o nome completo do paciente, data de nascimento, sexo e outros dados identificativos relevantes.

2. Introdução

Descreva sucintamente a razão para a emissão do laudo, indicando se é para fins de avaliação clínica, laudo pericial, análise ocupacional, entre outros.

3. Histórico médico

Forneça um histórico médico detalhado do paciente, incluindo informações sobre doenças anteriores, tratamentos, cirurgias e qualquer condição médica relevante.

4. Exame clínico

Descreva os resultados do exame clínico, destacando quaisquer achados físicos, sinais vitais, avaliações de sistemas orgânicos, entre outros.

5. Resultados de exames complementares

Inclua os resultados de exames laboratoriais, de imagem, e quaisquer outros exames relevantes para a avaliação.

6. Diagnóstico

Formule o diagnóstico ou diagnósticos, com base nos dados coletados e nos critérios médicos estabelecidos.

7. Avaliação

Faça uma avaliação detalhada da condição do paciente, considerando a gravidade, a evolução prevista e as recomendações para tratamento ou acompanhamento.

8. Conclusão

Resuma as principais conclusões de forma clara e objetiva.

9. Assinatura e identificação do profissional

Assine o laudo e forneça informações de identificação, como nome completo, número de registro profissional e especialidade.

Confira também Código de ética médica atualizado: principais pontos que sua clínica considerar

Como melhorar a qualidade de um laudo médico?

Melhorar a qualidade de um laudo médico é importante para garantir informações precisas, compreensíveis e úteis para a tomada de decisões clínicas ou jurídicas, além de melhorar a compreensão e a confiança do paciente. 

A seguir, veja algumas ações que podem ajudar a aprimorar a qualidade de um laudo médico.

Utilize linguagem clara e objetiva

Evitando jargões excessivos e certifique-se de que o leitor, seja ele um colega médico, um paciente ou um profissional jurídico, consiga compreender facilmente o conteúdo do laudo.

Organize o laudo de forma lógica e estruturada

Trabalhe com seções distintas para identificação, histórico médico, exame clínico, resultados de exames, diagnóstico, avaliação e conclusão.

Forneça um histórico médico detalhado

Inclua informações sobre condições médicas anteriores, tratamentos, cirurgias e medicamentos em uso.

Analise os exames laboratoriais com atenção

Analise e interprete de maneira clara os resultados de exames laboratoriais, de imagem e outros exames complementares, relacionando-os ao quadro clínico do paciente.

Explique a conclusão do diagnóstico

Considere e explique possíveis diagnósticos diferenciais, destacando os critérios utilizados para chegar ao diagnóstico final.

Faça uma avaliação global do paciente

Ofereça uma avaliação global da condição do paciente, considerando não apenas aspectos físicos, mas também psicológicos e sociais, quando pertinente.

Forneça recomendações claras

Seja para tratamentos, acompanhamento ou intervenções necessárias, destacando a justificativa por trás dessas recomendações.

Cumpra todas as normativas

Esteja ciente das normativas éticas e legais específicas da sua profissão e região ao elaborar o laudo, garantindo conformidade e qualidade.

Revise o laudo cuidadosamente

Faça uma revisão cuidadosa do laudo antes de finalizá-lo, assegurando que não haja erros, omissões ou inconsistências. Mantenha-se atualizado com as diretrizes e protocolos médicos.

Invista em capacitação contínua

Busque aprimoramento constante através de educação médica continuada, participação em cursos e atualização sobre as mais recentes evidências científicas.

Use tecnologia

Utilize softwares e ferramentas tecnológicas especializadas para facilitar e aperfeiçoar a elaboração do laudo. 

Sistemas informatizados podem agilizar a coleta e análise de dados, melhorar a organização das informações, reduzir erros e possibilitar o acesso rápido a históricos médicos e diretrizes clínicas

Certifique-se de que a infraestrutura tecnológica seja atualizada e esteja conforme as normativas de segurança de dados, proporcionando eficiência e confiabilidade no processo de elaboração do laudo.

Leia mais: O Exame de Fator Antinuclear deu positivo? Saiba o que é o FAN e o que esse teste pode diagnosticar

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Além disso, o Conclínica proporciona segurança na gestão de dados médicos e aderência às regulamentações de privacidade. 

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Fotografia de uma médica utilizando o celular.

Como evitar o cancelamento de consulta? Descubra 12 dicas essenciais para manter uma agenda consistente

É possível evitar o cancelamento de consultas, implementando lembretes automáticos por SMS ou e-mail, oferecendo opções de reagendamento fácil e minimizando o tempo de espera. Confira todas as dicas e como colocá-las em prática!

Um dos grandes problemas enfrentados pelos profissionais de saúde é como evitar o cancelamento de consulta, principalmente quando ocorre de última hora. 

O cancelamento de consulta não só prejudica o fluxo de trabalho dos médicos, como também tem grande impacto no atendimento da clínica ou consultório. 

Isso porque, de um lado, o médico fica com o tempo livre quando deveria estar atendendo; do outro, a parte administrativa tem o esforço de preencher as lacunas de horários e realocar os pacientes. 

Mas como evitar esse problema? Continue a leitura para descobrir 12 dicas essenciais que ajudam a reduzir a taxa de cancelamento de consulta.

Quais motivos levam o paciente a cancelar a consulta em uma clínica ou consultório médico?

São vários os motivos que levam ao cancelamento de consulta em uma clínica ou consultório médico. E, algumas vezes, não é possível evitar esse problema. 

Assim, ela pode ser resultado de uma falta de organização por parte dos pacientes, que acabam priorizando outros compromissos em detrimento do atendimento médico.

Para muitas pessoas, a saúde não é uma prioridade, o que leva a escolhas que colocam compromissos de trabalho ou outros interesses acima da consulta médica.

Em certos casos, o cancelamento da consulta pode até mesmo ser uma estratégia por parte do paciente. Por exemplo, ele pode agendar um horário para garantir o atendimento, enquanto continua procurando por uma opção mais conveniente em outras clínicas. Quando encontra um horário mais adequado, cancela a primeira opção de consulta.

Por outro lado, também é preciso considerar situações em que o paciente possa ter imprevistos pessoais e realmente não consiga comparecer à clínica, levando ao inevitável cancelamento da consulta.

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Prejuízos causados pela recorrência de cancelamento de consultas

Os prejuízos causados pela recorrência de cancelamento de consultas podem ser diversos e impactar diferentes aspectos. Aqui estão alguns prejuízos comuns:

  • Financeiro: o cancelamento frequente de consultas resulta no financeiro da clínica, pois o médico deixa de receber pelo atendimento agendado. Além disso, pode haver custos adicionais associados à administração dos cancelamentos e à tentativa de preencher os horários vagos.
  • Operacionais: o cancelamento de consultas pode interromper o fluxo de trabalho planejado, causando desorganização na agenda e afetando a produtividade da equipe médica e administrativa.
  • Atendimento ao paciente: os pacientes que cancelam consultas com frequência podem enfrentar atrasos em seu tratamento, prejudicando sua saúde e satisfação com a clínica.
  • Reputação: cancelamentos frequentes podem afetar a reputação da clínica ou consultório, gerando desconfiança por parte dos pacientes e dificultando a atração de novos clientes.
  • Gestão do tempo: a recorrência de cancelamentos exige tempo e esforço para reorganizar a agenda, encontrar novos horários para os pacientes e realizar o acompanhamento necessário.
  • Sobrecarga de trabalho: a equipe médica e administrativa pode enfrentar uma sobrecarga de trabalho devido à necessidade de lidar com os cancelamentos e reagendar as consultas.

Portanto, o cancelamento de consultas pode ter impactos significativos na clínica ou consultório, afetando tanto aspectos financeiros quanto operacionais, bem como a satisfação do paciente e a reputação da instituição. 

Leia também: Saiba como planejar o orçamento anual para sua clínica ou consultório médico e tenha total controle sobre o seu negócio

Como lidar com clientes que desejam cancelar?

Quando um cliente expressa o desejo de cancelar, é essencial abordar a situação com empatia e profissionalismo.

Comece mostrando compreensão pela sua situação e, em seguida, ofereça soluções alternativas, como reagendar a consulta ou explorar outros serviços que possam atender às suas necessidades. 

Destaque os benefícios da consulta ou serviço que estão cancelando e, se aplicável, explique a política de cancelamento de forma clara e amigável. Encoraje-os a reconsiderar o cancelamento, ressaltando o valor que o serviço pode trazer para eles. 

Ao longo da conversa, mantenha uma atitude profissional e cortês, demonstrando interesse genuíno em resolver suas necessidades.

Leia também: Relação médico-paciente: saiba a importância e dicas para melhorá-la

12 dicas de como evitar o cancelamento de consulta médica na clínica ou consultório

Agora que você já conhece os prejuízos do cancelamento de consulta, deve estar se perguntando como evitá-los e quais soluções podem ser adotadas para evitar que isso prejudique a clínica e mantenha um bom relacionamento com os pacientes. 

Veja a seguir 12 dicas para vencer esse desafio:

1. Mantenha uma comunicação efetiva com os pacientes

Uma comunicação clara e regular é essencial para evitar cancelamentos desnecessários. Mantenha os pacientes informados sobre políticas de cancelamento, disponibilidade de horários e quaisquer atualizações relevantes, como a confirmação de consultas. Isso cria um senso de transparência e confiança, reduzindo a probabilidade de cancelamentos de última hora.

2. Realize treinamentos com sua equipe de atendimento

Uma equipe bem treinada pode identificar sinais precoces de cancelamento e intervir de maneira eficaz. Treinamentos que enfatizam a importância do serviço ao cliente e habilidades de comunicação podem ajudar a reter os pacientes e resolver preocupações antes que levem ao cancelamento.

3. Adote uma política de cancelamento e reagendamento eficiente

Uma política clara e justa de cancelamento e reagendamento pode ajudar a evitar abusos e manter a eficiência da clínica. Certifique-se de comunicar essa política aos pacientes de forma clara e amigável, via e-mails, mensagens de texto e sinalizações na clínica, destacando os benefícios tanto para a clínica quanto para eles.

4. Seja flexível e tenha outras alternativas de atendimento 

Oferecer opções de atendimento flexíveis, como consultas online ou telemedicina integrada, pode ser uma solução conveniente para os pacientes e reduzir o número de cancelamentos de consulta devido a conflitos de horários ou inconveniências.

5. Use sistemas de confirmação automatizada e lembretes personalizados

Utilize tecnologia, como um software de gestão para clínicas ou consultórios, para enviar lembretes de consulta médica por mensagem de texto, e-mail ou telefone. Isso ajuda a garantir que os pacientes não se esqueçam das consultas agendadas e reduz o número de cancelamentos por esquecimento ou desorganização.

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6. Trabalhe uma abordagem empática e personalizada

Demonstrar empatia e compreensão em relação às necessidades individuais dos pacientes pode aumentar a fidelidade e reduzir os cancelamentos. Uma abordagem personalizada permite que os pacientes se sintam valorizados e cuidados, o que pode fortalecer o relacionamento com a clínica.

7. Meça o nível de satisfação dos seus pacientes

Realize pesquisas regulares de satisfação para entender as necessidades e expectativas dos pacientes. Isso não só ajuda a identificar áreas de melhoria, mas também permite que a clínica se adapte às demandas dos pacientes, reduzindo assim a probabilidade de cancelamentos.

8. Entenda o motivo por trás de cada cancelamento de consulta

Ao entender as razões por trás dos cancelamentos, a clínica pode implementar estratégias específicas para abordar preocupações recorrentes dos pacientes, seja melhorando os serviços, ajustando políticas ou oferecendo soluções alternativas.

9. Evite demoras e preze pela pontualidade

Respeitar o tempo dos pacientes demonstra profissionalismo e cuidado com a experiência do paciente. Minimizar as esperas e garantir a pontualidade das consultas pode reduzir a insatisfação e o desejo de cancelar futuras consultas.

10. Permita encaixes e atenda em horários alternativos 

Oferecer flexibilidade nos horários de consulta e permitir encaixes quando possível pode ajudar a acomodar as necessidades dos pacientes e reduzir a probabilidade de cancelamentos devido a conflitos de agenda.

11. Crie uma lista de espera

Ter uma lista de espera para os pacientes que desejam reagendar consultas pode ajudar a preencher vagas que foram canceladas, reduzindo assim o impacto financeiro dos cancelamentos e mantendo a agenda médica otimizada.

12. Incentive o pagamento antecipado 

Oferecer descontos ou benefícios para pacientes que pagam antecipadamente por consultas pode incentivar o comprometimento e reduzir o número de cancelamentos de última hora. O pagamento online também ajuda a garantir um fluxo de receita mais estável para a clínica.

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