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Uma médica de jaleco branco vê o que mudou na classificação de doenças com o cid-11 usando um tablet

O que mudou na CID-11 e como consultar a 11ª edição da Classificação Internacional de Doenças?

A CID-11 é a 11ª edição da Classificação Internacional de Doenças da OMS, usada globalmente para categorizar doenças, condições de saúde e causas de morte, facilitando diagnósticos e estatísticas médicas. Saber usá-la ajuda a oferecer um atendimento de saúde melhor e mais atualizado. Veja mais!

A CID-11 é a versão mais nova da Classificação Internacional de Doenças, usada para identificar e classificar doenças. Ela substitui a CID-10, que estava em uso há mais de 30 anos, trazendo mais detalhes e precisão. 

Segundo a World Health Organization, a partir de maio de 2024, dois anos após a entrada em vigor da CID-11, 132 países estão em diferentes fases de implementação. Desses, 72 iniciaram o processo, 50 estão expandindo pilotos e 14 já coletam ou reportam dados usando a nova codificação.

Essa atualização é importante porque ajuda médicos em todo o mundo a diagnosticar e tratar doenças de forma mais eficaz. Para clínicas e consultórios, é fundamental estar atualizado com a CID-11, pois isso melhora o atendimento e o acompanhamento médico.

Neste artigo, vamos explicar como a versão funciona e por que ela é importante para a saúde. Continue lendo e descubra como se adaptar a essa nova classificação.

O que é CID-11?

A CID-11 é a 11ª edição da Classificação Internacional de Doenças, publicada pela Organização Mundial da Saúde (OMS). CID significa “Classificação Internacional de Doenças”, um sistema unificado criado para classificar e atribuir códigos a todas as doenças e condições de saúde reconhecidas.

Desenvolvida para substituir a CID-10, que estava em uso há mais de 30 anos, a CID-11 apresenta um maior número de códigos e possibilita diagnósticos mais detalhados e personalizados. Isso beneficia tanto os profissionais de saúde quanto os pacientes, promovendo um atendimento ao paciente mais preciso e eficiente.

Leia também: Como preencher uma ficha de evolução do paciente de forma eficiente?

Para que serve a CID-11?

É uma ferramenta que organiza doenças e condições de saúde com códigos específicos, facilitando o registro e acompanhamento dessas informações no mundo todo. 

Esse sistema ajuda médicos e profissionais de saúde a fazer diagnósticos mais claros, além de melhorar o controle de dados e a gestão hospitalar. Com a CID-11, fica mais fácil entender e organizar as informações de saúde, garantindo mais agilidade e precisão no atendimento.

Com ela, é possível acompanhar:

  • Causas de morte;
  • Problemas de saúde comuns em atendimentos básicos;
  • Casos de câncer;
  • Segurança no atendimento ao paciente;
  • Doenças de pele e alergias;
  • Controle de dor e condições crônicas;
  • Reembolsos e autorizações de planos de saúde;
  • Vacinações e resultados de exames.

Quando foi criada a CID-11?

A CID-11 foi oficialmente aprovada durante a Assembleia Mundial da Saúde em maio de 2019. Em 2024, ela foi lançada em 10 idiomas, incluindo português, para facilitar o uso global.

Quando a CID-11 entra em vigor?

Entrou em vigor oficialmente em 2022 e está em processo de adoção por diferentes países. A partir de 1º de janeiro de 2025, espera-se que todos os sistemas de saúde dos países membros estejam prontos para integrá-la, com adaptações e ferramentas aprimoradas para facilitar a transição e garantir dados de saúde mais detalhados e precisos.

Qual a diferença entre CID-10 e CID-11?

A principal diferença entre a CID-10 e a CID-11 está na atualização das classificações e na estrutura digitalizada. Enquanto a CID-10 foi criada nos anos 90, a CID-11 incorpora o conhecimento médico atual, com novos capítulos e categorias que refletem os avanços na tecnologia na saúde. 

Além disso, a CID-11 traz uma estrutura mais avançada, permitindo o uso em vários idiomas e facilitando a integração com sistemas de saúde. Ela inclui um capítulo específico para práticas de medicina tradicional e aprimora os códigos para condições de resistência bacteriana. Esse novo formato digital agiliza a transição de dados e melhora a precisão dos registros clínicos.

Assim, segundo a Revista Brasileia da Epidemiologia:

“As mudanças no conteúdo refletem o avanço do conhecimento em medicina, com design e estrutura coerentes com a era digital em rede. Essas são as mais importantes diferenças entre a CID-10 e a CID-11.”

CID no Conclínica. O Conclínica registra o diagnóstico no prontuário com o código da CID-11. No atestado, o código só aparece se o profissional escolher incluí-lo.

O que mudou na CID-11?

Veja as principais mudanças:

1. Mudança de autismo para o termo TEA (Transtorno do Espectro Autista)

A CID-11 fez uma alteração importante ao substituir o termo “autismo” por Transtorno do Espectro Autista (TEA), reconhecendo as diversas formas em que essa condição se manifesta. 

Anteriormente, o autismo era descrito de maneira mais rígida, com categorias separadas, como o autismo infantil e a Síndrome de Asperger. 

Agora, o TEA considera diferentes intensidades e tipos de dificuldades relacionadas à comunicação e ao comportamento, o que facilita o diagnóstico médico e o tratamento individualizado para cada pessoa, além de promover uma maior compreensão sobre o espectro autista.

2. Incongruência de gênero incluída na seção de saúde sexual

A inclusão da “incongruência de gênero” na seção de saúde sexual é uma das mudanças mais notáveis da CID-11. Antes considerada um transtorno mental, a transexualidade agora é tratada de forma a reduzir o estigma e promover o respeito à identidade de gênero das pessoas trans. 

Essa mudança reflete a evolução no entendimento sobre o gênero e promove uma abordagem mais inclusiva e respeitosa, permitindo que os cuidados de saúde se alinhem com as necessidades da população, sem associar sua identidade a uma condição de saúde mental.

3. Distúrbios relacionados a jogos eletrônicos

Outro ponto importante da CID-11 é a inclusão do “gaming disorder”, ou distúrbio relacionado a jogos eletrônicos. 

Essa condição ocorre quando o uso excessivo de jogos digitais afeta negativamente a vida do indivíduo, especialmente no que diz respeito à socialização e ao desempenho em atividades cotidianas, como trabalho e estudo. 

O reconhecimento dessa condição tem como objetivo alertar para os riscos de um comportamento compulsivo, especialmente entre crianças e adolescentes, promovendo um uso mais equilibrado e saudável dos jogos eletrônicos.

4. Síndrome de burnout

Com a CID-11, a Síndrome de Burnout passou a ser entendida não apenas como um transtorno mental, mas como um fenômeno relacionado ao estresse crônico no ambiente de trabalho. 

Essa mudança destaca a responsabilidade das empresas na criação de ambientes de trabalho mais saudáveis, que possam prevenir o esgotamento profissional. 

A reclassificação também ajuda a redefinir o foco da solução para as causas do estresse no trabalho, enfatizando que é fundamental combater as condições que levam os trabalhadores ao burnout, como excesso de cobranças e falta de apoio.

Leia também: Medicina preventiva: como implementar em clínicas e consultórios médicos?

5. Codificação relacionada à resistência bacteriana

Na CID-11, a resistência antimicrobiana foi reclassificada para dar mais destaque ao aumento das superbactérias. Isso acontece porque o uso errado de antibióticos é uma das principais causas desse problema. 

Assim, a nova codificação facilita o monitoramento global da resistência. Com mais detalhes, os profissionais de saúde conseguem identificar rapidamente infecções resistentes e, com isso, adotar tratamentos mais eficazes. 

Além disso, a atualização apoia estratégias globais de controle e prevenção, que são essenciais para combater esse problema que afeta milhões de pessoas ao redor do mundo.

6. Inclusão de nova seção sobre medicina tradicional

Uma grande novidade é a adição de um capítulo dedicado à medicina tradicional, abordando práticas que têm sido utilizadas por diferentes culturas por séculos. 

Esse reconhecimento visa integrar essas práticas ao sistema de saúde mundial, permitindo que sejam avaliadas quanto à sua segurança do paciente e eficácia. 

Além disso, o novo capítulo busca promover uma abordagem mais holística no cuidado dos pacientes, considerando tanto os tratamentos convencionais quanto as terapias tradicionais, respeitando as tradições culturais de diferentes povos.

7. Versão 100% digital

A CID-11 agora está disponível em formato digital, o que facilita o acesso e a atualização de informações sobre doenças e condições de saúde. 

Essa mudança traz vantagens significativas, como a possibilidade de consulta rápida em diversos idiomas, além de permitir a integração de dados de maneira mais eficiente entre os profissionais de saúde. 

A digitalização também agiliza a implementação das mudanças nas classificações de doenças, tornando o processo mais dinâmico e adequado às necessidades globais, o que melhora o atendimento médico e o compartilhamento de informações internacionais.

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Como consultar a CID-11?

A CID-11 já pode ser consultada em português no site da OMS, além das versões em inglês e espanhol. Isso facilita o acesso à classificação de doenças, permitindo que profissionais de saúde utilizem uma linguagem comum para registrar e compartilhar informações.

Quais são as CID-11? Exemplos de códigos

Como mencionado, os códigos estão mais detalhados e seguem um formato atualizado, facilitando a identificação e o diagnóstico das condições de saúde. Abaixo, seguem alguns exemplos:

  • 2E63: Melanoma in situ.
  • 2E65: Neoplasia de mama in situ.
  • 5A11: Diabetes mellitus tipo 2.
  • 6A02: Transtorno do espectro autista.
  • 6A71: Transtorno depressivo recorrente.
  • 6B00: Transtorno de ansiedade generalizada.
  • 8B00: Hemorragia cerebral.
  • BA00: Hipertensão.
  • BA40: Angina pectoris.
  • BA41: Infarto agudo do miocárdio.
  • CA40: Pneumonia.
  • DA42: Gastrite.
  • DD51: Hérnia inguinal.
  • FB83.1: Osteoporose.
  • GA10: Endometriose.
  • GA90: Hiperplasia da próstata.
  • QD85: Burnout.
  • RA01.0: COVID-19 (vírus identificado).

Como a CID-11 é organizada?

A CID-11 foi organizada de maneira diferente da versão anterior. 

Agora, os códigos começam com um número que indica o capítulo da doença, seguido de duas letras (ou uma letra e um número) para o grupo da condição, e terminam com dois números que identificam a doença. 

Leia também: O que é pós-atendimento em clínicas médicas?

Perspectivas futuras para a CID-11

As perspectivas para a CID-11 no Brasil mostram que, após a tradução ser concluída, ajustes e melhorias continuarão sendo feitos para adaptá-la às necessidades de outros países de língua portuguesa. 

Isso envolve a atualização dos sistemas de saúde e a criação de programas de treinamento para os profissionais da área. Para que essas mudanças aconteçam, será necessário adaptar os sistemas tecnológicos e treinar os profissionais da saúde. 

Para clínicas e consultórios, o Conclínica pode ser uma grande ajuda nesse processo. O Conclínica é um bom sistema de gestão para clínicas que organiza dados e facilita o acesso a informações atualizadas, como a CID-11. 

Com funções como controle financeiro, agenda médica e laudos e exames, ele torna a gestão da saúde mais rápida e precisa, ajudando a adaptação às novas exigências da CID-11.

Experimente o Conclínica agora e otimize a gestão do seu consultório ou clínica. Com nossa plataforma, você estará preparado para as mudanças e poderá oferecer um atendimento ainda mais eficiente e atualizado aos seus pacientes.

Dúvidas frequentes sobre a CID-11

Qual a CID-11 do TDAH?

O Transtorno do Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH) na CID-11 é classificado como 6A05.

Qual a CID-11 da síndrome de burnout?

A síndrome de burnout, classificada como QD85, está dentro das condições relacionadas ao estresse crônico e desgaste emocional no ambiente de trabalho.

Qual a CID-11 de ansiedade?

A ansiedade é abordada de forma mais específica na CID-11. O transtorno de ansiedade generalizada, por exemplo, tem o código 6B00.

Qual a CID-11 do autismo?

O Transtorno do Espectro Autista (TEA) é classificado na CID-11 sob o código 6A02.

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