Software de acordo com as normas da LGPD

Mãos digitando em um teclado de laptop, sugerindo o uso de software para clínicas.
O que avaliar antes de contratar um sistema para clínica: agenda, prontuário, TISS, financeiro, migração e preço por profissional. Com checklist para a demonstração.

Como escolher um sistema para clínica: 8 critérios e um checklist para a demonstração

O que avaliar antes de contratar, quanto custa e o que perguntar na demonstração para não precisar trocar de sistema de novo em poucos meses.

Publicado em 28/08/2024 · Atualizado em 27/09/2026

Como este guia foi feito: os preços e recursos citados foram conferidos nas páginas oficiais de cada fornecedor em 27/09/2026. O guia é escrito pela equipe do Conclínica, que também é um dos sistemas citados.

Neste guia:

  1. Por onde começar
  2. Recursos que o sistema precisa ter
  3. Segurança e LGPD
  4. Quanto custa
  5. Por que clínicas trocam de sistema
  6. Qual sistema para o perfil da sua clínica
  7. Checklist da demonstração
  8. Perguntas frequentes

A demonstração foi ótima. A agenda era bonita, o prontuário abria rápido e o vendedor respondeu tudo. Três meses depois, a recepção ainda confirma consulta pelo WhatsApp pessoal, a guia do convênio é digitada duas vezes e o repasse do mês sai com erro.

Quase sempre o problema começou antes da assinatura. A clínica escolheu o sistema pela tela, e não pelo gargalo que precisava resolver.

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Por onde começar a escolha de um sistema para clínica?

Comece pelos três problemas que mais custam hoje, antes de ver qualquer demonstração. Os mais comuns são falta de paciente, glosa de convênio, repasse calculado à mão, fila na recepção e prontuário em papel.

Para cada um, anote quem sofre com ele e quanto tempo ou dinheiro ele consome por mês. Um sistema forte em agenda pode ser fraco em convênio. Se metade da receita vem de convênio, o faturamento TISS pesa mais na decisão do que a tela do prontuário.

Depois, liste quem vai usar o sistema todos os dias: médico, recepção, financeiro e gestor. Um sistema que o gestor aprova e a recepção acha complicado acaba virando planilha paralela.

Por fim, pense em dois anos. O sistema que serve a dois médicos e 200 pacientes ativos pode travar com cinco médicos, uma segunda unidade e um convênio novo. Trocar de sistema custa migração, treinamento e semanas de retrabalho.

Quais recursos um sistema para clínica precisa ter?

Para cada recurso, a pergunta que separa um sistema do outro é esta: o que acontece sozinho quando alguém registra algo em outra parte do sistema?

Agenda com confirmação automática

A agenda precisa controlar vários profissionais e salas, aceitar encaixe e deixar o paciente marcar pela internet fora do horário da recepção. A confirmação por WhatsApp deve sair sem ninguém disparar mensagem por mensagem.

Pergunte se as faltas aparecem em relatório por horário e por profissional. Sem esse número, a clínica não sabe quanto perde com no-show. A calculadora de no-show ajuda a fazer essa conta. Veja também como funciona a agenda médica do Conclínica.

Tela de detalhes da marcação no Conclínica, com os status Faltou, Cancelado, Não confirmado e Confirmado e o botão Confirmar por WhatsApp
No Conclínica, a marcação mostra o status da confirmação e quantas vezes o paciente faltou. Dados do paciente borrados.

Prontuário eletrônico com modelos por especialidade

O prontuário eletrônico deve ter modelos por especialidade, anexar exames e guardar prescrições anteriores. A prescrição digital e a assinatura com certificado ICP-Brasil evitam papel e impressão.

Teste com um atendimento real. Conte quantos cliques o médico dá do início da consulta até a receita assinada.

Faturamento TISS, se a clínica atende convênio

O padrão TISS é obrigatório pela ANS para a troca de informações com as operadoras. O sistema precisa gerar as guias de consulta e SP/SADT, montar lotes, exportar o XML e consultar elegibilidade.

A pergunta mais importante é se a guia nasce do atendimento ou se alguém precisa digitá-la de novo. Pergunte também se o sistema importa o demonstrativo da operadora e mostra o que foi glosado. Veja como é o faturamento TISS no Conclínica.

Formulário da guia SP/SADT no Conclínica com data do atendimento, número da guia, convênio, plano e carteira do beneficiário
Guia SP/SADT no Conclínica, com os campos numerados do padrão TISS. Dados do paciente borrados.
Tela de geração de lotes TISS no Conclínica com as guias SP/SADT listadas por data, convênio, número da guia, valor e conferência
Na geração de lotes, cada guia aparece com valor e status de conferência antes do envio à operadora. Dados dos pacientes borrados.

LEIA MAIS | O que é glosa? Conheça os tipos e como evitar

Financeiro, repasse e cobrança

O financeiro deve lançar a receita a partir do atendimento, controlar contas a pagar e a receber e emitir boleto e NFS-e. Em clínica com vários médicos, o repasse precisa sair calculado com a regra de cada um: percentual, valor fixo ou por procedimento.

Peça para ver o fechamento de um mês fictício. Se o repasse depende de exportar para planilha, o sistema não resolve esse problema. Veja o controle financeiro para consultórios e a cobrança inteligente do Conclínica.

Relatórios que respondem às perguntas do gestor

Os relatórios gerenciais devem mostrar ocupação por profissional, faltas por horário, faturamento por convênio, prazo de recebimento e ticket médio. Se um número desses exige exportar dados e montar tabela, o gestor vai deixar de olhar para ele.

LEIA MAIS | Gestão de dados em clínicas: como usar dados do seu software para tomada de decisão

Estoque, se a clínica usa insumos

Clínicas de procedimento precisam dar baixa no insumo quando o procedimento é registrado, receber alerta de reposição e controlar a validade. Sem isso, o custo real de cada procedimento fica escondido. Veja o controle de estoque do Conclínica.

Telemedicina

Confira se a teleconsulta está no plano ou é cobrada por pacote. Na iClinic, por exemplo, os planos abaixo do Premium têm pacote de 10 teleconsultas por R$ 35 a mais por mês, segundo a página de preços da iClinic. No Conclínica, a telemedicina está em todos os planos, sem limite de consultas.

Como avaliar a segurança e a LGPD de um sistema para clínica?

Dados de saúde são dados pessoais sensíveis pela Lei Geral de Proteção de Dados. A clínica responde pelo que acontece com eles, mesmo quando o sistema é de terceiros.

Faça estas perguntas ao fornecedor:

  • Onde ficam os servidores e com que frequência sai o backup?
  • Dá para limitar o acesso por perfil, para que a recepção não abra o prontuário?
  • O sistema registra quem acessou cada prontuário?
  • Como a clínica exporta ou exclui os dados de um paciente que pede isso?
  • O sistema tem certificação SBIS?

O Conclínica roda na infraestrutura da Amazon (AWS) e exporta ou exclui os dados de um paciente quando ele pede. O Conclínica não tem certificação SBIS. A Feegow tem certificação SBIS 2021, segundo a página da Feegow. Se a certificação é exigência da sua clínica, esse critério decide a escolha.

Quanto custa um sistema para clínica?

Os planos publicados pelos sistemas mais conhecidos vão de R$ 89 a R$ 299 por profissional por mês. O faturamento TISS costuma exigir um plano acima do de entrada. No Conclínica, o TISS começa no plano Gestão, de R$ 119.

Compare o preço pelo número de pessoas que vão usar o sistema. No Conclínica e na Feegow, só o profissional de saúde paga licença, segundo as páginas de preços de cada um. Em uma clínica com três médicos e duas recepcionistas, isso muda a conta.

LEIA MAIS | Melhores sistemas para clínicas e consultórios em 2026: 10 opções comparadas

A mensalidade não é o custo inteiro. Pergunte também por:

  • Taxa de implantação. O Conclínica e a Feegow não cobram.
  • Mensagens: WhatsApp e SMS podem ser cobrados à parte. Na Clínica nas Nuvens, o WhatsApp está entre os recursos que podem ser cobrados à parte, segundo a página de preços dela.
  • NFS-e: no Conclínica custa R$ 49 por mês por CNPJ mais R$ 0,80 por nota, e é grátis no plano Enterprise.
  • Fidelidade e multa de cancelamento: o Conclínica e a iClinic têm plano mensal sem fidelidade.

Por que clínicas trocam de sistema depois de pouco tempo?

Quase sempre por uma limitação que era pequena na contratação e cresceu com a clínica. Os motivos mais comuns:

  • O sistema não acompanha o crescimento. A segunda unidade ou o primeiro convênio exigem um recurso que o plano contratado não tem.
  • Controles paralelos. O que o sistema não faz vai para a planilha. Com o tempo, a planilha vira o sistema de verdade.
  • Setores que não conversam. A recepção registra o atendimento, o faturamento digita a guia de novo e o financeiro confere tudo à mão.
  • Falta de indicador. O gestor só descobre que um convênio dá prejuízo quando o caixa aperta.

Antes de assinar, pergunte como você tira seus dados se quiser sair. Um sistema que dificulta a exportação prende a clínica. Pergunte também quem faz a migração dos dados atuais, o que entra nela e quanto custa. No Conclínica, a equipe migra os pacientes e o histórico clínico sem custo, mas os documentos anexados ficam de fora. A Feegow informa migração de mais de 50 sistemas, a partir de 7 dias úteis.

Qual sistema combina com o perfil da sua clínica?

  • Consultório particular com um ou dois médicos, sem convênio: priorize agenda com confirmação por WhatsApp e prontuário com prescrição digital. No Conclínica, o plano Essencial (R$ 89) tem agenda, prontuário, prescrição e telemedicina. A confirmação por WhatsApp está no Gestão (R$ 119).
  • Clínica que atende convênio: teste o TISS com uma guia real, do atendimento ao lote. Veja se o sistema importa o demonstrativo e controla as glosas. No Conclínica, o TISS começa no plano Gestão (R$ 119).
  • Clínica com vários médicos e repasse: o repasse por regra e o financeiro completo pesam mais que o resto. No Conclínica, os dois estão no plano Performance (R$ 169).
  • Rede com várias unidades: exija multiunidade, API e um gestor de conta. No Conclínica, isso fica no plano Enterprise (R$ 299). A rede SOU Ortopedia usa o Conclínica em 5 unidades.
  • Clínica que depende de CRM ou de marketplace de pacientes: o Conclínica não integra com CRM nem com a Doctoralia. A Clínica nas Nuvens integra com RD Station e Pipedrive, e a Feegow pertence à Doctoralia.

O que perguntar na demonstração?

Leve esta lista e peça para ver cada item funcionando, não só explicado:

  • ☐ Mostre um atendimento do agendamento ao recebimento, sem sair do sistema.
  • ☐ A confirmação por WhatsApp sai sozinha? Tem custo por mensagem?
  • ☐ A guia TISS nasce do atendimento? Como o sistema mostra a glosa?
  • ☐ O repasse sai calculado com a regra de cada médico?
  • ☐ Quem paga licença: só os médicos ou também a recepção?
  • ☐ Tem taxa de implantação, fidelidade ou multa de cancelamento?
  • ☐ Quem faz a migração dos meus dados, em quanto tempo e por quanto?
  • ☐ Como exporto meus dados se eu quiser sair?
  • ☐ Qual o horário do suporte e por quais canais?
  • ☐ Posso testar com a minha equipe antes de assinar?

Como o Conclínica ajuda clínicas e consultórios?

O Conclínica é um sistema para clínicas e consultórios da Tecnoarte, empresa fundada em 1991. O sistema foi lançado em 2018.

  • Preço: os planos vão de R$ 89 a R$ 299 por profissional por mês. Secretária e recepção não pagam licença.
  • Sem taxa de implantação e sem fidelidade. Não há multa de cancelamento.
  • Migração grátis: a equipe do Conclínica leva os pacientes e o histórico clínico do sistema anterior. Documentos anexados não entram. A importação de pacientes também pode ser feita pelo próprio usuário, sem custo.
  • WhatsApp nativo por QR Code: envia confirmação, lembrete e mensagem de aniversário, com o primeiro mês grátis.
  • TISS: guias de consulta, SP/SADT, honorário individual e resumo de internação, com lotes, XML, elegibilidade e importação do demonstrativo.
  • Telemedicina em todos os planos, pelo Google Meet e sem limite de consultas.
  • Outros recursos: odontograma para odontologia e app para o profissional de saúde.

O que o Conclínica não tem: integração com CRM, integração com a Doctoralia e certificação SBIS. O app é só para o profissional, não para a recepção nem para o paciente.

Solicite uma demonstração com a sua equipe ou faça o teste grátis de 7 dias, sem cartão de crédito.

Perguntas frequentes sobre como escolher um sistema para clínica

Qual é o melhor sistema para clínica?

Depende do perfil da clínica. Para consultório particular, pesam a agenda e o prontuário. Para clínica com convênio, pesa o faturamento TISS. Para rede, pesam o repasse e a multiunidade.

Quanto custa um sistema para clínica?

Os planos publicados vão de R$ 89 a R$ 299 por profissional por mês, segundo as páginas de preços consultadas em 27/09/2026. O primeiro plano com TISS fica entre R$ 99 e R$ 129 por profissional.

Todo sistema para clínica precisa ter faturamento TISS?

Não. O TISS só é necessário se a clínica atende convênio, porque a ANS exige esse padrão na troca de informações com as operadoras. Consultórios só com particular podem ficar no plano de entrada.

A recepção paga licença no sistema da clínica?

Depende do sistema. No Conclínica e na Feegow, só o profissional de saúde paga licença. A Clínica nas Nuvens inclui secretárias e administradores ilimitados no plano.

Quanto tempo leva para trocar de sistema?

Depende do volume de dados e de quem faz a migração. A Feegow informa prazo a partir de 7 dias úteis. No Conclínica, a equipe migra os pacientes e o histórico clínico sem custo. Os documentos anexados não entram na migração.

Dá para testar um sistema para clínica antes de contratar?

Sim. O Conclínica tem teste grátis de 7 dias, sem cartão de crédito. Use o teste com um atendimento real, do agendamento ao recebimento.

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