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Profissional de saúde digitando em seu notebook, com papéis sobre a mesa e caneta, as regras do marketing médico.
Veja a tabela completa com 15 práticas proibidas e o que é permitido no marketing médico segundo a Resolução CFM 2.336/2023 (antes e depois, preços e RQE).

Regras do marketing médico no CFM (Resolução 2.336/2023): 15 práticas proibidas e permitidas

É proibido fazer promessas de cura e sensacionalismo, mas tornou-se permitido divulgar valores de consultas, fotos de antes e depois e selfies, desde que sigam critérios estritamente informativos. Saiba mais!

Este conteúdo tem caráter informativo e educacional, fundamentado na Resolução CFM nº 2.336/2023 (atual norma de publicidade médica do Conselho Federal de Medicina). Consulte sempre a CODAME do CRM do seu estado para casos específicos.

As regras do marketing médico mudaram profundamente com a entrada em vigor da Resolução CFM nº 2.336/2023. Práticas que antes geravam sindicância imediata — como mostrar imagens de “antes e depois” com finalidade educativa, divulgar valores de consultas, anunciar equipamentos da clínica e repostar elogios de pacientes — passaram a ser permitidas, desde que sigam critérios rigorosos. Ao mesmo tempo, o CFM manteve proibições severas contra promessa de resultado, sensacionalismo, sorteios e divulgação de especialidade sem RQE.

Para que você e a equipe de marketing da sua clínica publiquem no Instagram, Google e site sem risco ético, preparamos o quadro completo das 15 práticas proibidas vs. o que é permitido pelo CFM em 2026.

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Tabela rápida: 15 práticas proibidas vs. permitidas no marketing médico (Resolução CFM 2.336/2023)

Tema / Ação no Marketing❌ O que é PROIBIDO pelo CFM✅ O que é PERMITIDO (e como fazer certo)
1. Fotos de “Antes e Depois”Usar fotos manipuladas/editadas, prometer resultado garantido ou identificar o paciente sem base educativaPermitido com caráter educativo, mostrando diferentes evoluções (para diferentes biotipos), possíveis complicações e sem edição de imagem
2. Divulgação de preços de consulta e meios de pagamentoFazer venda casada, leilão de preços ou usar o valor como forma de concorrência predatória/sensacionalistaPermitido informar valor da consulta, formas de pagamento (Pix, parcelamento no cartão) e abatimento/desconto pontual sem venda casada
3. Repost de depoimentos e elogios de pacientesPublicar depoimentos que prometam cura garantida, superioridade técnica (“o único médico que resolve”) ou adjetivos sensacionalistasPermitido repostar elogios espontâneos de pacientes nos stories/feed, desde que sóbrios, sem promessa de resultado e sem repetição sistemática abusiva
4. Anunciar especialidade sem ter RQEIntitular-se especialista (ex.: “Dermatologista”, “Endocrinologista”, “Psiquiatra”) tendo apenas pós-graduação sem RQE no CRMQuem tem pós-graduação sem RQE médico pode citar o curso apenas acompanhado de “NÃO ESPECIALISTA” em caixa-alta
5. Sorteios, brindes, consórcios e “Black Friday médica”Realizar sorteios de consultas/procedimentos no Instagram, venda de consórcio de cirurgia ou cartão de desconto próprioRealizar campanhas educativas de saúde preventiva e informar valores de check-up ou consultas dentro das regras éticas
6. Divulgação de aparelhos e tecnologias da clínicaAtribuir ao equipamento capacidade privilegiada, exclusiva ou garantia de sucesso terapêuticoPermitido divulgar aparelhos e recursos tecnológicos da clínica (desde que aprovados pela Anvisa), explicando suas indicações técnicas
7. Filmagem de procedimentos e cirurgiasTransmitir cirurgias ao vivo para o público leigo ou exibir imagens cruentas/sensacionalistas que causem pânico ou exposição do pacientePermitido mostrar o ambiente de trabalho, bastidores da clínica e demonstrações educativas sem expor o paciente em procedimento invasivo
8. Prêmios de “Médico do Ano” e selos compradosParticipar ou divulgar prêmios de “Melhor Médico”, “Destaque do Ano” ou rankings sem respaldo científicoDivulgar títulos acadêmicos reais (mestrado, doutorado, residência, RQE, membro titular de sociedade filiada à AMB)
9. Promessa de resultado (“100% garantido” / “sem dor”)Usar expressões que transformem a obrigação de meio da medicina em obrigação de resultado garantidoExplicar benefícios esperados, tempo médio de recuperação, contraindicações e riscos inerentes ao tratamento
10. Anunciar técnicas ou medicamentos sem reconhecimento científicoDivulgar terapias experimentais, “soros da imunidade milagrosos” ou modulação hormonal antienvelhecimento vedada pelo CFMDivulgar apenas tratamentos reconhecidos pelo CFM e medicamentos registrados na Anvisa
11. Consultas ou diagnósticos pelos comentários/DirectPrescrever medicamentos, analisar exames de seguidores ou dar diagnóstico individual em caixinhas de perguntas do InstagramResponder dúvidas gerais de caráter educativo e direcionar o seguidor para agendar consulta formal (presencial ou por telemedicina)
12. Omitir CRM e RQE nas peças e perfisManter perfil profissional no Instagram, site ou anúncio no Google Ads sem identificação médica obrigatóriaIncluir sempre na bio e nas peças: Nome do médico, CRM-UF e número do RQE (e, no caso de clínica, o nome e CRM do Diretor Técnico)
13. Propaganda enganosa de exclusividadeUsar slogans como “o melhor especialista da cidade”, “técnica exclusiva criada por mim” ou “única clínica segura”Apresentar tempo de atuação, formação, estrutura física da clínica, corpo clínico e convênios atendidos
14. Comercialização direta de medicamentos ou órteses no consultórioVender produtos farmacêuticos, suplementos manipulados de marca própria ou óculos com obtenção de lucro comercial vinculado à prescriçãoCobrar pelos procedimentos médicos e insumos aplicados em ato médico dentro da clínica, discriminados de forma transparente
15. Uso de imagem de paciente sem Termo de ConsentimentoPostar foto de caso clínico usando apenas “autorização verbal” ou mensagem de WhatsAppColetar Termo de Consentimento Livre e Esclarecido (TCLE) específico para uso educativo de imagem, arquivado no prontuário eletrônico

Checklist: o que é obrigatório constar na bio do Instagram e no site da clínica?

De acordo com a Resolução CFM nº 2.336/2023, toda peça de divulgação e todo perfil em rede social deve exibir de forma visível:

  • Para perfil individual do médico: Nome completo ou nome profissional + palavra Médico(a) + número do CRM/UF + nome da especialidade e número do RQE (ou “NÃO ESPECIALISTA” em caixa-alta se divulgar pós-graduação sem RQE).
  • Para perfil ou site de Clínica / Pessoa Jurídica: Nome da clínica + número de inscrição da PJ no CRM-UF + Nome, CRM e RQE do Diretor Técnico responsável.

Como transformar o marketing ético em agendamentos reais no Conclínica

Não adianta atrair pacientes pelo Instagram ou pelo Google Meu Negócio se o paciente clica no link da bio às 21h e cai em um WhatsApp que só responde no dia seguinte, ou se a clínica não armazena o Termo de Consentimento de imagem junto ao prontuário.

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  • Link de agendamento online 24h na bio do Instagram e Google: o paciente escolhe o horário sozinho e já recebe confirmação automática pelo WhatsApp.
  • Modelos de Termo de Consentimento (TCLE) no prontuário eletrônico: gere e armazene os termos exigidos pelo CFM e pela LGPD diretamente na ficha do paciente.
  • Pesquisa de satisfação (NPS) e pós-consulta automatizado: acompanhe a experiência dos pacientes para estimular indicações éticas e avaliações positivas no Google.

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Perguntas frequentes sobre regras do marketing médico no CFM

Médico pode postar foto de “antes e depois” no Instagram?

Sim, desde que cumpra as regras da Resolução CFM nº 2.336/2023: o post deve ter caráter estritamente educativo, apresentar conjunto de imagens de diferentes biotipos e evoluções (incluindo alertas sobre possíveis intercorrências e fatores que influenciam o resultado), não conter edição ou manipulação digital, preservar o pudor do paciente e ter Termo de Consentimento assinado.

Médico pode divulgar o valor da consulta nas redes sociais ou site?

Sim. Pela Resolução CFM nº 2.336/2023, o médico e a clínica podem informar publicamente o valor de consultas, meios de pagamento aceitos e parcelamentos, desde que não configurem venda casada, sorteio ou concorrência desleal.

O que acontece se o médico violar as regras de publicidade do CFM?

A CODAME (Comissão de Divulgação de Assuntos Médicos) do CRM pode notificar o médico ou o diretor técnico da clínica para ajuste imediato da publicação ou instaurar sindicância e Processo Ético-Profissional (PEP), cujas penalidades vão de advertência confidencial até censura pública e suspensão do exercício profissional.

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