Para fazer uma prescrição médica, o médico deve incluir informações essenciais como nome do paciente, medicamentos, posologia e assinatura, seguindo as diretrizes médicas e regulamentações locais. Saiba mais!

A prescrição médica é um componente fundamental da prática médica, tão essencial quanto uma consulta bem conduzida. 

Desde a ficha de anamnese até o pedido de exames e orientações para o paciente, cada etapa do processo clínico garante o melhor cuidado possível.

No entanto, garantir a compreensão do que foi prescrito, tanto pela experiência do paciente quanto pelo farmacêutico que irá dispensar os medicamentos, é de extrema importância.

Neste artigo, vamos conhecer os elementos indispensáveis para uma prescrição médica, suas regras e os principais tipos. Além disso, abordaremos a importância da prescrição eletrônica. Boa leitura!

O que é a prescrição médica?

Uma prescrição médica é o ato de recomendar medidas terapêuticas, excluindo cirurgias. 

Emitida por profissionais de saúde devidamente registrados, como médicos, veterinários e dentistas, ela vai além da simples indicação de medicamentos. Abrange também orientações sobre repouso, dieta, atividade física, entre outras ações relevantes para a recuperação do paciente. 

Para garantir sua eficácia, ela também deve ser clara, correta e fornecer orientações precisas sobre o uso correto dos medicamentos e tratamentos recomendados. 

Atualmente, a prescrição pode ser entregue ao paciente em diferentes formatos, incluindo papel, impressa ou digital, aproveitando plataformas digitais e tecnologias especializadas para facilitar o processo, como o Conclinica, que oferece uma base de dados e recursos para prescrição eletrônica.

Banner Conclinica teste app

Leia também: Agendamento online de consultas médicas: como automatizar o atendimento

Tipos de prescrição médica

As prescrições médicas variam conforme o tipo de substâncias prescritas. Confira a seguir: 

Receituário simples

A receita branca é um dos tipos mais comuns, com uma variedade de propósitos. Inicialmente, é destinada aos Medicamentos Isentos de Prescrição (MPIs), os quais podem ser comprados sem prescrição, porém requerem a recomendação de um médico. 

Além disso, é utilizada para medicamentos que demandam uma receita, mas não necessariamente sua retenção, como produtos dermatológicos e fórmulas para cuidados infantis.

Receituário de controle especial

A prescrição de controle especial destina-se a medicamentos que requerem um controle rigoroso, como antidepressivos, ansiolíticos, antibióticos, retinoicas de uso tópico, imunossupressoras, antirretrovirais, anabolizantes, entre outros. 

Essa receita é emitida em duas vias, com uma delas retida na farmácia e a outra entregue ao paciente. Com validade de 30 dias, ela permite a prescrição de até três medicamentos para um determinado período de tratamento.

Receita azul ou Receita B

A receita azul, também conhecida como Receita B, destina-se à prescrição de medicamentos psicotrópicos e requer uma autorização prévia da Secretaria de Saúde para sua emissão, determinando a quantidade de impressões permitidas. 

Padronizada, com numeração específica, é emitida em duas vias: uma azul, que fica na farmácia, e outra branca, entregue ao paciente. Cada prescrição azul permite a inclusão de apenas um medicamento e tem validade de 2 meses.

Receita amarela ou Receita A

A receita amarela, ou Receita A, é reservada para a prescrição de medicamentos entorpecentes e psicotrópicos, devido ao seu maior potencial de causar dependência. 

O bloco de receitas amarelas é fornecido pela Secretaria de Saúde, sendo estritamente controlado. Cada receita permite a inclusão de apenas um medicamento e possui validade para ser dispensada em até 1 mês.

Testar Soluções para Gestão de Clínicas e Consultórios por 7 dias Grátis

Como fazer uma prescrição médica?

Agora que você já conhece os tipos de prescrições médicas, é hora de entender um dos pontos mais importantes: como realmente fazê-las. Esse processo pode gerar dúvidas em alguns profissionais, especialmente quando se trata de substâncias controladas.

Para isso, vamos explorar algumas orientações para você tomar cuidado ao fazer uma prescrição médica para o paciente:

  • Relevância: antes de prescrever um medicamento, leve em conta a eficácia, o custo, a segurança e a relevância.
  • Escrita: escreva de forma clara e legível, detalhando as instruções de uso.
  • Efeitos colaterais: informe o paciente sobre eventuais efeitos colaterais.
  • Assinatura: sem disponibilidade de carimbo, assine manualmente o documento com seu nome completo e número de inscrição no conselho regional.
  • Carimbo: é importante lembrar que o carimbo é essencial ao prescrever substâncias entorpecentes e psicotrópicas.
  • Rasura: evite qualquer tipo de rasura na receita.
  • Data: recomenda-se datar todas as receitas.

Leia também: Como preencher a história patológica pregressa na anamnese?

O que deve conter na prescrição médica?

Além de saber como fazê-la, a prescrição médica deve conter uma série de elementos para garantir a segurança e a eficácia do tratamento. Veja a seguir os 9 principais:

1. Identificação do paciente (Superinscrição)

É fundamental incluir o nome completo do paciente, sua data de nascimento e, se possível, seu número de identificação ou prontuário médico para evitar erros de identificação.

2. Data da prescrição

A data em que a prescrição foi feita deve ser claramente indicada, facilitando o controle do histórico médico do paciente e garantindo a validade legal da prescrição.

3. Identificação do médico

Localizado na parte superior, no cabeçalho, devem-se incluir o nome completo do médico, seu número de registro profissional, o nome da instituição onde trabalha e seu endereço de contato para garantir rastreabilidade e autenticidade da prescrição.

4. Medicamento prescrito (Inscrição)

Todos os medicamentos prescritos devem ser listados com seus nomes genéricos e, se aplicável, seus nomes comerciais, juntamente com a dosagem e a forma farmacêutica.

5. Posologia (Subinscrição)

A posologia inclui a quantidade de medicamento a ser tomada em cada dose, a frequência das doses e a duração do tratamento, garantindo que o paciente compreenda claramente como tomar o medicamento corretamente.

6. Via de administração

Deve-se especificar a via pela qual o medicamento deve ser administrado, seja oral, intravenosa, tópica, entre outras, para evitar erros na administração.

7. Quantidade prescrita 

A quantidade total do medicamento a ser prescrito deve ser claramente indicada, juntamente com a indicação de refil, se aplicável, para evitar confusões na dispensação.

8. Assinatura e carimbo do médico

A prescrição deve ser assinada pelo médico, indicando sua autoridade e responsabilidade sobre o tratamento prescrito. Se disponível, o carimbo do médico também deve ser aplicado para autenticidade.

9. Observações ou instruções adicionais (Adscrição)

Qualquer informação adicional relevante, como orientações sobre o uso do medicamento, precauções a serem tomadas ou monitoramento necessário, deve ser incluída para garantir a segurança e eficácia do tratamento.

Requisitos legais para a elaboração de uma prescrição válida

Para garantir a validade de uma prescrição, é essencial que o profissional de saúde responsável esteja devidamente licenciado e autorizado para prescrever na jurisdição em questão. 

A prescrição deve incluir claramente o nome e assinatura do profissional, bem como os dados de identificação do paciente e a data da emissão. Além disso, é necessário especificar o medicamento prescrito, sua dosagem e via de administração, juntamente com instruções sobre o uso e quantidade.

Para medicamentos controlados, é importante seguir as regulamentações específicas estabelecidas pelas autoridades competentes. Esses requisitos legais garantem a segurança e a adequação do tratamento prescrito aos pacientes.

Leia também: Receita de remédio: Leis e regras de como você deve prescrever

Erros comuns na prescrição de medicamentos e como evitá-los

Entre os erros mais comuns em prescrições médicas estão:

  • Verificação de identidade do paciente: sempre verifique a identidade do paciente antes de prescrever qualquer medicamento para garantir que esteja prescrevendo para a pessoa correta.
  • Legibilidade e clareza: escreva as prescrições de forma clara e legível, sem utilizar rasuras, para evitar erros de interpretação.
  • Conheça o paciente: familiarize-se com o histórico patológica do paciente, incluindo alergias a medicamentos, condições médicas pré-existentes e medicamentos em uso.
  • Confira as doses e concentrações: verifique as doses prescritas, o horário de administração e as concentrações dos medicamentos para garantir que estejam corretas e seguras para o paciente.
  • Evite abreviações perigosas: evite o uso de abreviações que possam levar a erros. Se for necessário usar abreviações, use apenas aquelas reconhecidas e compreendidas.
  • Uso de terminologia padrão: utilize terminologia padronizada ao prescrever medicamentos para garantir clareza e evitar confusões.
  • Atenção aos medicamentos de alto risco: preste atenção especial aos medicamentos de alto risco e verifique duas vezes as prescrições envolvendo esses medicamentos.
  • Revisão regular da medicação: faça revisões periódicas da medicação do paciente para garantir que esteja atualizada e adequada às necessidades atuais do paciente.

Prescrição eletrônica

Entre as vantagens desse método, estão a redução de erros de prescrição devido à legibilidade da escrita e a melhor coordenação de cuidados entre médicos e farmacêuticos. Isso é possível devido à clareza das prescrições digitais, que minimizam equívocos na interpretação das ordens médicas e facilitam a comunicação na relação médico-paciente.

Além disso, o acesso rápido ao histórico do paciente e a economia de tempo e custos associados à prescrição em papel são fatores importantes. 

A integração de sistemas eletrônicos permite que os médicos acessem informações sobre tratamentos anteriores, agilizando o processo de tomada de decisões e melhorando a qualidade do atendimento ao paciente.

O Conclínica representa uma solução eficaz para a gestão de clínicas médicas. Ao simplificar o processo de prescrição médica, oferecendo recursos personalizáveis e acessíveis, e facilitando o atendimento virtual, este software para gestão de clínicas eleva a qualidade dos serviços de saúde oferecidos pelas clínicas e consultórios.

Portanto, se você busca melhorar a experiência do paciente, otimizar suas operações e garantir um serviço de saúde de excelência, o Conclínica é a escolha ideal. Faça um teste grátis!

Compartilhe em suas redes sociais