A receita branca é frequentemente utilizada para Medicamentos Isentos de Prescrição (MPIs), que são dispensáveis sem receita, porém são sugeridos pelo médico para assegurar o uso apropriado. Confira os diferentes tipos!

A receita branca, um documento emitido por profissionais de saúde, desempenha um papel essencial no tratamento médico. Essa forma de prescrição médica não apenas direciona a obtenção de medicamentos, mas também garante a segurança e a eficácia do tratamento. Dentre os tipos de receita branca, destacam-se a simples e a de controle especial, cada uma com suas particularidades e restrições.

Assim, compreender as diferenças entre esses tipos de prescrição é fundamental para garantir o acesso adequado aos medicamentos necessários. Além disso, existem outros formatos de prescrição que podem ser explorados.

Neste artigo, vamos conhecer as diferenças entre a receita branca simples e a de controle especial, assim como outros tipos de prescrição que podem ser encontrados. Além disso, discutiremos os principais medicamentos associados a esses tipos de receita, ressaltando sua importância terapêutica e os cuidados necessários ao utilizá-los, bem como o prazo de validade e as orientações para sua renovação. Boa leitura!

O que é receita branca?

A receita branca comum é um documento médico utilizado para a aquisição de medicamentos que não estão sujeitos a controle rigoroso pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária – Anvisa. 

Ela abrange tanto os remédios de venda livre quanto aqueles que exigem prescrição médica, indicados pela presença da tarja vermelha. 

Ao contrário da receita controlada, a branca comum pode ser emitida em apenas uma via, pois não requer retenção na farmácia. Seu propósito principal é fornecer orientações ao paciente sobre o uso adequado do medicamento, incluindo posologia e horários de administração, visando garantir a eficácia do tratamento.

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Diferenças entre receita branca simples e receita branca de controle especial

A receita branca simples é utilizada para medicamentos comuns, incluindo os isentos de prescrição e aqueles com tarja vermelha, e pode ser emitida em apenas uma via. 

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Por outro lado, a receita branca de controle especial é destinada a medicamentos com substâncias sujeitas a controle rigoroso pela Anvisa, exigindo duas vias, sendo uma retida na farmácia, e é utilizada para medicamentos psicotrópicos, imunossupressores, entorpecentes e outros de uso controlado.

Sendo assim, foram criados três grupos distintos, diferenciados tanto pela cor quanto pelos tipos de medicamentos prescritos. 

A Receita Amarela, conhecida como tipo A, é destinada aos medicamentos entorpecentes e psicotrópicos. A Receita Azul, tipo B, é reservada para os psicotrópicos. Já a Receita Branca, tipo C, é utilizada para prescrever antirretrovirais, retinoides, imunossupressores e medicamentos para tratamento de doenças degenerativas.

Veja a seguir os detalhes de cada categoria da receita branca tipo C:

Receita C1 branca

Ela é geralmente utilizada para prescrever medicamentos controlados ou substâncias sujeitas a regulamentação específica. 

A categoria C1 indica que são medicamentos controlados com um certo nível de restrição, frequentemente usados para epilepsia, Parkinson, depressão e outras condições mentais. Eles exigem uma prescrição médica válida para serem adquiridos em farmácias devido ao fato de serem remédios controlados.

Receita C2 branca

É um documento necessário para adquirir medicamentos retinóides sistêmicos, comum no tratamento da acne severa. Esses remédios são classificados como C2 devido ao seu risco de causar malformações em fetos. 

O controle sobre esses medicamentos é rigoroso, dessa forma, a prescrição é feita em duas vias, com uma retida na farmácia no momento da compra. Além disso, o paciente deve assinar um termo de consentimento, reconhecendo os riscos associados ao uso durante a gravidez.

Receita C3 branca

Uma receita médica branca C3 é destinada exclusivamente à prescrição da talidomida, um medicamento utilizado no tratamento de condições como hanseníase, lúpus eritematoso, mieloma múltiplo e outras doenças raras. 

A talidomida é classificada como C3 devido aos seus potenciais efeitos teratogênicos, que podem resultar em malformações graves em fetos durante a gravidez. O controle sobre a talidomida é rigoroso; sua prescrição requer medidas adicionais de segurança, como autorização especial e monitoramento cuidadoso de cada paciente que a utiliza.

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Receita C4 branca

É essencial para a prescrição e acesso aos antirretrovirais, utilizados no tratamento de condições como AIDS, hepatites B e C. 

Esses medicamentos controlados são fundamentais para inibir a replicação do HIV no organismo e fortalecer o sistema imunológico. 

O controle sobre a prescrição dos antirretrovirais é rigoroso, seguindo normas especiais para garantir o envio e tratamento adequados aos pacientes, especialmente considerando sua distribuição gratuita via SUS desde a década de 90.

Receita C5 branca

Exigida para a compra de esteroides anabolizantes, que são utilizados principalmente para reposição de testosterona em casos de deficiência hormonal, como no envelhecimento. 

No entanto, seu uso inadequado pode resultar em uma série de efeitos colaterais adversos, incluindo aumento na agressividade, acne severa e tumores. O controle sobre a prescrição e aquisição desses medicamentos é rigoroso, com normas específicas estabelecidas pela Anvisa para evitar seu uso indevido.

Outros tipos de prescrição médica

Receituário B ou Receita azul

Uma receita médica azul é necessária para prescrever medicamentos entorpecentes e psicotrópicos, como os utilizados no tratamento de transtornos como ansiedade e depressão.

Emitida em duas vias, uma azul retida na farmácia e outra branca entregue ao paciente, ela é padronizada e possui numeração única. Para obtê-la, o médico deve solicitar autorização à Secretaria de Saúde para a impressão, sendo possível prescrever apenas um medicamento por receita, com validade de dois meses.

Receituário A ou Receita Amarela

Uma receita médica amarela é necessária para prescrever medicamentos entorpecentes e alguns psicotrópicos, destinados ao tratamento de condições graves e crônicas, como dores intensas e epilepsia. Controlada pela Secretaria de Saúde, essa receita é emitida em duas vias, com uma retida pela farmácia e outra devolvida ao paciente. Admite-se a prescrição de apenas um medicamento por receita, com validade de um mês para dispensação. 

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Medicamentos com receita branca

Medicamentos com receita branca, também conhecidos como Medicamentos Isentos de Prescrição (MIP), são indicados para o tratamento de condições não graves e com evolução lenta, oferecendo baixo risco ao paciente. 

Entre os 10 principais exemplos estão:

  • Paracetamol: utilizado para alívio da dor e febre;
  • Dipirona: analgésico e antitérmico;
  • Ácido acetilsalicílico: com propriedades analgésicas e anti-inflamatórias;
  • Ibuprofeno: indicado para dores leves e inflamações;
  • Loratadina: antialérgico;
  • Diclofenaco sódico: utilizado para dores musculares e articulares;
  • Naproxeno: com propriedades analgésicas e anti-inflamatórias;
  • Bromidrato de dextrometorfano: antitussígeno;
  • Bisacodil: laxante;
  • Carbocisteína: indicada para o tratamento da tosse produtiva. 

Esses medicamentos são de fácil acesso e utilização, mas é importante seguir as orientações do farmacêutico ou profissional de saúde.

Medicamentos com receita branca de controle especial

Medicamentos com receita branca de controle especial geralmente são aqueles que possuem substâncias controladas ou que requerem uma prescrição médica mais restrita devido aos riscos de uso inadequado ou abuso. 

Aqui estão alguns exemplos comuns:

  • Anabolizantes: aumentam a massa muscular, mas têm riscos de uso abusivo.
  • Antirretrovirais: tratam HIV/AIDS, essenciais com prescrição.
  • Antidepressivos: combatem transtornos de humor.
  • Ansiolíticos: aliviam ansiedade, mas podem causar dependência.
  • Anticonvulsivantes: controlam convulsões, uso rigorosamente controlado.
  • Antiparkinsonianos: gerenciam sintomas do Parkinson, prescrição essencial.

Como preencher a receita branca?

Preencher uma receita branca de controle especial requer atenção aos detalhes para garantir que todas as informações necessárias estejam corretas. 

Algumas etapas básicas sobre como preencher uma receita branca incluem:

  • Identificação do médico: inclua o nome completo, o número do registro no Conselho Regional de Medicina (CRM), o endereço e o telefone do médico que está prescrevendo o medicamento.
  • Identificação do paciente: escreva o nome completo do paciente para quem a receita está sendo prescrita. Também é importante incluir a data de nascimento para evitar erros.
  • Informações sobre o medicamento: escreva o nome do medicamento prescrito de forma clara e legível. Inclua a dose (em miligramas ou unidades), a forma farmacêutica (comprimido, cápsula, solução oral, etc.) e a posologia (como tomar o medicamento – por exemplo, 1 comprimido de 8 em 8 horas).
  • Quantidade: indique a quantidade de medicamento a ser dispensada, tanto em texto (por extenso) quanto em números.
  • Assinatura do médico: o médico deve assinar a receita de forma legível. Isso confirma que a prescrição foi feita por um profissional habilitado.
  • Data da prescrição: inclua a data em que a receita foi emitida. Isso é importante para garantir que a prescrição esteja dentro do prazo de validade determinado pelas regulamentações locais.

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Prazo de validade da receita branca

O prazo de validade da receita branca varia conforme a classificação da substância. 

Para as receitas C1 e C2, é de 30 dias a partir da data de emissão. Por outro lado, as receitas C4 e C5 têm validade estabelecida pelo médico, podendo variar de 30 a 180 dias, conforme sua determinação.

Como renovar uma receita branca?

Para renovar uma receita branca, geralmente é necessário consultar um médico para obter uma nova prescrição. O médico pode revisar seu histórico médico, avaliar sua condição atual e prescrever os medicamentos necessários. Uma vez que você tenha a nova prescrição, você pode levá-la a uma farmácia para adquirir os medicamentos conforme orientado pelo médico.

Em alguns casos específicos, dependendo da legislação local e das políticas da instituição de saúde, pode ser possível renovar a receita sem uma nova consulta médica, através de serviços de telemedicina ou programas de acompanhamento médico contínuo. 

Portanto, a receita branca é mais do que apenas um pedaço de papel. Compreender as nuances entre os diferentes tipos de prescrição, é essencial para garantir um tratamento adequado.

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